Impressoras a jato imprimem células, diz revista "Science"
da France Presse, em Washington
Equipes de cientistas do Reino Unido, EUA e Japão já utilizam impressoras com jatos de tinta modificadas para imprimir células, informa a revista "Science".
A técnica consiste em encher o cartucho, não com tinta, mas com uma solução que contém células, e em projetar essa "bio-tinta" em um suporte que permita o crescimento das células, em vez de fazê-lo em um papel.
"Superamos uma etapa", destacou Paul Calvert, especialista em materiais da Universidade de Dartmouth (Massachusetts, nordeste), que já imprimiu células-mãe.
"Mostramos que podemos imprimir células e que elas sobrevivem ao processo", explicou na revista. "Se conseguimos encontrar a maneira de construir várias camadas de células, então nos aproximaremos da criação de um órgão e da possibilidade de produzir tecidos que funcionem."
Essa solução é menos absurda do que parece, diz a revista científica, lembrando que cientistas já utilizaram as impressoras para "imprimir" bactérias, levedura e até células-tronco humanas em uma matriz fisiológica.
As impressoras a jato poderão, no futuro, ter solução para o problema de falta de doação de órgãos, graças a pesquisadores que tentam criar, por meio desse equipamento, estruturas celulares em três dimensões.
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