Após compra pela Microsoft, Facebook vira um dos sites mais caros
da Folha Online
O Facebook é um fenômeno --são 200 mil novos usuários a cada dia. Agora, ele se transformou numa das firmas de maior valor na rede.
A Microsoft anunciou na quarta-feira que adquiriu 1,6% de participação no capital do Facebook, por US$ 240 milhões. A empresa superou uma oferta do Google, que também negociava a compra de uma parte do site de relacionamentos.
A oferta avalia o Facebook em quase US$ 15 bilhões. Nada mal para uma empresa fundada em 2004 pelo estudante --hoje com 23 anos-- Mark Zuckerberg. O lucro da companhia não deve ultrapassar US$ 100 milhões em 2007, segundo previsões.
Para especialistas em estratégia, a iniciativa da empresa de Bill Gates tem a clara intenção de se impor frente o Google.
Preencher espaços
A Microsoft parece ter decidido não ficar atrás de seu rival, como fez recentemente, com as compras sucessivas pelo Google do site de vídeos YouTube, em 2006, e da rede de publicidade on-line DoubleClick, em abril deste ano.
Essa última transação ainda depende de aprovação dos órgão reguladores de concorrência nos Estados Unidos e na Europa. "Acredito que a Microsoft vise sobretudo o Google", afirma o analista Matt Rosoff, da consultoria independente Directions on Microsoft.
Mudança de foco
"A idéia geral é que tudo caminhe na direção da web e que o mais forte na web ficará com a maior parte do dinheiro", acrescenta o consultor.
Apesar do valor, especialistas consideram que o negócio pode valer a pena. "O simples fato de bloquear o Google no Facebook vale este preço", afirma Rob Enderle, analista do gabinete Enderle Group.
"Com certeza, a nova batalha não será o computador do escritório, mas a internet. E o Google já conquistou na internet um poder impressionante", diz.
Crescimento
Analistas afirmam que os US$ 240 milhões da Microsoft permitirão ao Facebook ampliar o número de funcionários --hoje são 300-- e realizar projetos já anunciados, como lançar sites em outros idiomas.
Segundo os analistas, Zuckerberg tomou duas decisões que permitiram que o Facebook se distanciasse de outros sites semelhantes na internet.
A primeira foi abrir o site para todos os usuários da rede, já que inicialmente estava limitado ao âmbito universitário.
A segunda foi permitir que programadores de fora da empresa criassem aplicativos para que os usuários pudessem acrescentar aos perfis, ficando com a renda publicitária gerada por elas.
Usuários
Milhares de aplicativos já foram criados, alguns louváveis como sistemas de arrecadação de fundos para causas humanitárias e também programas para "transformar" usuários em zumbis.
Hoje o Facebook é um dos 20 sites mais acessados da internet e o primeiro de relacionamento depois do MySpace, do magnata dos meios de comunicação Ruppert Murdoch.
Com informações das agências Efe e France Presse
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