Yahoo se desculpa por repasse errado de informações ao Congresso dos EUA
da Folha Online
O executivo-chefe do Yahoo Inc., Jerry Yang, pediu desculpas pelo fato de a empresa não ter repassado a legisladores norte-americanos algumas informações sobre a suposta participação da companhia no aprisionamento de um jornalista na China.
O pedido de desculpas vem dias antes de uma audiência em um comitê do Congresso dos Estados Unidos, na qual Yang deve dar explicações sobre o repasse de informações às autoridades chinesas.
O Yahoo foi acusado de ajudar o governo chinês a identificar Shi Tao, um repórter que foi condenado a 10 de prisão na China por vazamento de informações secretas do Estado para o exterior.
Shi trabalhou como repórter do "Contemporary Business News in China" e escreveu reportagens defendendo reformas políticas no país. Ele foi preso em 2004 por publicar em um site estrangeiro documentos oficiais do país considerados segredo de Estado.
No mês passado, o presidente do Comitê de Relações Exteriores do Congresso norte-americano afirmou que o executivo do Yahoo forneceu "informações falsas" em uma audiência em 2006, sobre o que a empresa sabia a respeito das investigações do governo chinês neste caso.
Omissão
Em fevereiro de 2006, o vice-presidente sênior do Yahoo Michael Callahan disse em testemunho que o Yahoo China passou informações sobre o usuário às autoridades chinesas em 2004, sem saber o porquê de o governo querer essas informações.
Apenas em outubro do ano passado é que Callahan teria percebido que a ordem do governo chinês mencionava uma investigação sobre segredos de Estado.
O erro teria sido causado por uma tradução mal feita de um documento enviado pelo governo da China em 2004. A equipe de advogados da empresa na região não teria obtido a tradução correta até a audiência de 2006.
Sem cooperação
O comitê do Congresso dos Estados Unidos reafirmou no mês passado que quer proibir as empresas de internet do país de cooperar com autoridades da China e outros regimes repressivos.
A lei permitiria que as pessoas processassem empresas na Corte Federal dos Estados Unidos se suas informações fossem reveladas impropriamente. A norma precisa ser aprovada no comitê antes de chegar ao plenário da Casa.
O Yahoo afirmou que está trabalhando com outras companhias e entidades de direitos humanos para desenvolver um código global de conduta na internet para regular suas operações na China e outros países.
Com informações da agência Reuters
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