Em testes, site de vídeos Hulu coloca seriados de TV na rede
da Folha de S.Paulo
Imagine ter acesso a seriados como Simpsons, Lost e Heroes na internet, de forma legal. É isso o que o Hulu, que está em fase de testes, promete. A versão completa do site está programada para ser lançada em poucos meses.
A empreitada tem à frente News Corp (dona da Fox e do MySpace) e NBC Universal. No cardápio do Hulu estão filmes profissionais dessas e de outras empresas, como a Sony, por exemplo.
As declarações de envolvidos com o novo site de vídeos tentam cativar anunciantes. "É muito mais fácil você pôr sua propaganda em um episódio de The Office do que em um gato andando de skate", disse à Associated Press Jeff Zucker, presidente da NBC Universal.
Nos EUA, produtores audiovisuais tradicionais querem conquistar a crescente audiência de vídeos on-line. Um pesquisa da Pew Internet mostrou que 57% dos internautas adultos norte-americanos assistem a filmes na internet e que 19% fazem isso cotidianamente.
TV na web
Para conquistar esse público que gosta de ver filmes no computador, o Hulu terá séries populares com episódios completos, como Heroes.
Apesar do sucesso do conteúdo gerado por usuário, 62% dos norte-americanos preferem produções profissionais nos vídeos on-line, segundo a pesquisa da Pew Internet.
Existe outro motivo para a migração de suporte: o combate à pirataria. Uma série como "Lost", por exemplo, é colocada em sites piratas poucas horas depois de transmitida por meios convencionais.
A Folha conseguiu um convite para testar o Hulu. Todos os vídeos testados não estavam acessíveis do Brasil --nem mesmo clipes de 30 segundos.
"YouTube killer"
Logo que foi anunciado, o Hulu ganhou o apelido de "YouTube killer" (assassino do YouTube, em tradução literal). A expressão é usada para referir-se a novos produtos que ameaçam o grande nome do mercado em que concorrem.
Mas Zucker disse que o site não é um competidor direto do YouTube. "O Hulu é sobre vídeos de qualidade", provocou.
De qualquer forma, um acordo entre NBC e YouTube, feito em junho do ano passado, chegou ao fim por causa do Hulu. Greg Sandoval escreveu no blog do site de notícias sobre tecnologias News.com que o fim do acordo é importante, pois mostra que ex-parceiros do YouTube estão satisfeitos a ponto de desejarem distribuir eles mesmos seu conteúdo on-line.
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