Chineses são mais suscetíveis a vício em internet que americanos, diz pesquisa
da Folha Online
Os chineses seriam mais propensos que os norte-americanos a se "viciarem na internet", segundo um estudo divulgado nesta sexta-feira. De acordo com o levantamento, os internautas chineses vêem a rede como um instrumento-chave para se relacionar com as pessoas e estariam mais suscetíveis a ficarem dependentes da web.
Conforme a pesquisa, 42% dos chineses afirmaram que às vezes se sentem "viciados" pelo uso da rede. 12% dos norte-americanos participantes disseram sentir isso.
O levantamento, realizado pelo conglomerado de mídia IAC/InterActiveCorp e a rede multinacional de publicidade JWT, teve participação de 2.100 internautas dos dois países, que tinham de 16 a 25 anos de idade. O questionário, nas duas linguas, foi respondido on-line neste mês.
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Também no quesito "vida social", os chineses parecem apreciar mais a rede que os norte-americanos. Segundo o estudo, 77% dos internautas do país asiático disseram que a internet os ajudaram a fazer novos amigos, enquanto entre os norte-americanos isso ocorreu em menos de 33% dos entrevistados.
Cerca de 25% dos usuários de internet na China afirmaram que não poderiam viver sem acessar a internet por mais de um dia. Entre os norte-americanos, esse índice foi de 12%.
Apesar de viverem em um país que controla rigidamente o fluxo de informações e censura certos dados, grande parte dos chineses afirmaram que se sentem livres na internet para dizer coisas que eles não falariam na "vida real". 75% deles afirmaram sentir isso, contra 32% dos norte-americanos.
Apesar dessa tendência, o vício em internet parece ter potêncial limitado de disseminação na China. Isso porque, de acordo com a pesquisa, apenas 10% da população chinesa usa a internet, sendo que este número está concentrado principalmente entre homens jovens de grandes cidades.
Com informações da agência Reuters
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