Pequim nega acusações de espionagem informática
da Efe, em Pequim
A China se defendeu nesta quinta-feira (29) das acusações de ser o país mais ativo em espionagem informática. Também pediu que seja reforçada a cooperação internacional contra a "ciberguerra", lembrando os freqüentes ataques a suas redes por hackers de outros países.
"Temos uma atitude construtiva, não vamos revelar quais países estão nos atacando", afirmou hoje o porta-voz da chancelaria chinesa, Liu Jianchao.
O "Virtual Criminology Report", desenvolvido pela empresa de segurança informática McAfee e publicado hoje, identifica a China como o país mais ativo no tipo de espionagem classificado como "ciberguerra fria", mas inclui outros 20 países na lista negra.
Nos últimos meses, Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha acusaram a China de espionar suas redes de Defesa, uma acusação reiterada no último fim de semana pela Alemanha, que diz que seus serviços de informática vêm sendo invadidos pela Rússia.
"Desde o começo do ano, os dirigentes alemães fizeram acusações sem fundamentos contra o governo chinês. A China está muito descontente com este comportamento irresponsável e enviou protestos formais ao governo alemão por denegrir a imagem da China e as relações bilaterais", disse Liu.
Os autores do relatório da McAfee afirmam que a China esteve vasculhando as redes informáticas do Reino Unido e prevê um futuro no qual certos Estados, e também grupos criminosos, se concentrarão em atacar os sistemas informáticos que controlam as redes elétricas, o tráfego aéreo, os mercados financeiros e outros setores de atividade.
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