Informática
02/12/2007 - 08h35

Interatividade deixa conversor mais caro

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da Folha de S.Paulo

Os conversores para TV digital, que custarão até R$ 1.099, poderão ficar ainda mais caros quando forem compatíveis com o sistema Ginga, que será um dos responsáveis pela interatividade na TV digital. A opinião é do diretor de tecnologia da Philips, Walter Duran. "Para rodar o programa, tem que aumentar a capacidade de processamento e memória", afirma.

O executivo conta também que o preço tende a cair quando os produtos começarem a ser produzidos no Brasil. O primeiro lote da Philips foi importado da China.

O Ginga é o sistema que permitirá escolher por qual câmera assistir a um jogo de futebol, acessar informações sobre notícias e comprar produtos que apareçam em novelas.

Para cada televisão, será necessário um conversor, que está mais caro do que o inicialmente projetado. O governo estimava que cada unidade custaria cerca de R$ 250. Mas hoje o modelo mais barato, da Positivo, custa R$ 499 e serve apenas para TVs de resolução padrão. Para TVs de resolução maior, a mesma empresa está oferecendo um equipamento de R$ 699.

Nem na Santa Ifigênia, rua de São Paulo dedicada a lojas de eletroeletrônicos, o cenário é diferente: o modelo encontrado pela reportagem, da TeleSystem, custa R$ 950.

As empresas Gradiente, Philips, Semp Toshiba e Sony também anunciaram seus conversores, mas nenhum deles menor do que esse preço; a CCE afirmou que irá lançar um modelo para TVs de 480 linhas no primeiro trimestre do ano que vem por R$ 499.

No site da Amazon, os conversores para TV digital custam cerca de US$ 100, mas não adianta comprar fora porque o padrão brasileiro não é compatível com outros do mundo.

Segmentação

Serão transmitidos três tipos de sinais digitais: em alta definição, em definição-padrão e portátil, que oferece uma imagem menor.

Inicialmente, haverá somente três tipos de conversor: para TVs de alta definição (a partir de 720 linhas), para TVs analógicas (480 linhas) e para dispositivos portáteis. Representantes da indústria afirmam que, com a interatividade, haverá ainda mais opções de aparelhos.

 

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