Informática
04/12/2007 - 08h51

Lula anunciou como novo crédito antigo à TV digital

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ELVIRA LOBATO
da Folha de S.Paulo, no Rio

A linha de crédito de R$ 1 bilhão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para baratear o conversor da TV digital, anunciada anteontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em rede nacional de televisão, não tem recurso novo.

Durante a inauguração da TV, Lula disse ter determinado ao BNDES que desenvolva um programa de incentivo à implantação da TV digital. "No valor de R$ 1 bilhão, ele irá dar apoio à rede varejista para baratear a venda do conversor que permite a recepção do sinal digital pelos atuais televisores analógicos." A linha de crédito foi incluída na verba de um programa aprovado em fevereiro.

O discurso do presidente desencadeou informações desencontradas. No domingo à noite, a assessoria do BNDES confirmou a declaração de que estaria sendo criada uma nova linha de R$ 1 bilhão, além do R$ 1 bilhão aprovado em fevereiro, na criação do programa ProTVD.

O Planalto não quis comentar oficialmente a confusão. Nos bastidores, sustentou que a abertura de linha de crédito de R$ 1 bilhão voltado à rede varejista é uma novidade.

A explicação ouvida pela Folha foi a de que Lula determinou recentemente ao BNDES a abertura de linha crédito ao varejista e que o banco a aprovou no dia 27. O ProTVD foi anunciado pelo próprio Lula, em fevereiro, com previsão de três aplicações: financiamento às emissoras de TV para a compra de equipamentos de transmissão; às indústrias para fabricação de transmissores e à produção de programação nacional.

Ontem, o BNDES disse que os recursos anunciados pelo presidente são os mesmos do ProTVD, que estão sendo alocados para financiar o comércio varejista na venda dos conversores, necessários para que as TVs analógicas captem a programação digital.

Segundo o diretor de Planejamento do BNDES, João Carlos Ferraz, não houve demanda para as finalidades previstas na criação do ProTVD e, por isso, será possível alocar os recursos para financiar o varejo.

Segundo o banco, de fevereiro até agora, foram aplicados só R$ 9 milhões dos recursos previstos no ProTVD. Só um projeto foi aprovado: do SBT, para 197 retransmissores. Ironicamente, para a melhoria da rede analógica da rede. As TVs queixam-se de que os critérios do BNDES são rígidos demais.

O governo se assustou com o preço de lançamento dos conversores, entre R$ 499 (imagem padrão) e R$ 1.100 (alta definição). Críticos dizem que a escolha do padrão japonês de TV digital encarece os produtos por falta de escala e por sua sofisticação.

O ministro Hélio Costa havia prometido preço de R$ 250 e na semana passada pediu que os consumidores não comprassem o produto ainda.

Para Ferraz, diretor do BNDES, nem o banco nem Lula errou no anúncio do financiamento ao varejo, porque a cifra de R$ 1 bilhão é uma previsão orçamentária, que pode ser ampliada, se houver demanda.

Segundo ele, a alocação de recursos para o financiamento à rede varejista não exclui as outras aplicações previstas no programa ProTVD. ""É uma política para estruturar esse segmento por meio do puxão da demanda. Na medida em que o consumo aumenta, a indústria tem mais escala de produção, e os preços cairão."

O financiamento será dado à rede varejista, que financiará o comprador, e seguirá o modelo já consagrado do Computador Popular. Nos empréstimos concedidos diretamente pelo banco, o custo do dinheiro será a TJLP (taxa de juros de longo prazo, atualmente de 6,25% ao ano) mais a remuneração básica do BNDES, de 4,5% ao ano.

Se o lojista tomar o dinheiro nos bancos credenciados pelo BNDES, a remuneração do agente financeiro será de 2,5% ao ano. Para estimular corte nos preços, o BNDES se compromete a reduzir sua taxa de remuneração para 1% ao ano se o lojista cobrar juro de até 2% ao ano do consumidor final.

O banco informou que TVs com conversores embutidos não serão financiadas com recursos públicos, só as caixas conversoras. Na visão do BNDES, as caixinhas é que vão viabilizar o acesso das camadas mais pobres à TV aberta digital.

Comentários dos leitores
Vagner Ornelas (24) 16/11/2009 22h07
Vagner Ornelas (24) 16/11/2009 22h07
A operadora de celular Vivo quebrou a cara ao adotar o padrão CDMA enquanto o mundo já havia adotado o GSM. O Brasil está fazendo igual, ao optar por um modelo de tv digital caro e não global. A única vantagem do modelo brasileiro é a mobilidade. Seria muito mais prático e barato ter adotado o padrão americano ou europeu do que criar um padrao nipo-brasileiro. A pouco tempo comprei um gravador de DVD nos EUA, baratíssimo por 100 dolares e veio com conversor digital americano embutido. Isso que é país desenvolvido. sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (41) 03/11/2009 20h40
Olmir Antonio de Oliveira (41) 03/11/2009 20h40
A respeito de tv digital. Na europa ou no Usa. É outra extrutura, são culturas bastante diferentes a nossa, mas fundamentalmente a diferença do poder aquisitivo, aqui temos trabalhadores remuneração bem menor, e de agravante temos um custo a nivel de consumidor para tais equipamentos, muito alto, maiores aos de tais países. De modo geral aqui sempre são mais caros, eletronicos, eletrodomesticos, altomóveis.....e chegando a itens de comunicação, computadores..... serviços de internet, adsl, 3g"já se tens iniciativas em alguns estados, mas muito mais caros ainda,quando comparados ao países do chamado primeiro mundo"..... geralmente caros e de qualidade não das melhores. È de se crer que para os niveis mais baixos, para equipamentos mais simples, Tvs, e serviços de internet, os de maior interese popular e ou segundo o dito por governantes, dos falados promotores de direitos, oportunidades...... Seria de se pensar reduzir custos finais. Certo que fomulas e que pode fazer não falta.....Um custo menor e ou sem custos de impostos já seriam bem vindos para as categorias menores, os mais simples, mas que não sejam menos funcionais e ou duradouros...... 1 opinião
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ELIDAL OLIVEIRA (2) 17/09/2009 13h36
ELIDAL OLIVEIRA (2) 17/09/2009 13h36
COMO TV POR ASSINTURA NO BRASIL TEM PREÇO ALTO NA ASSINATURA O MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES TEM QUE DEIXAR QUE OPERADORAS DE TV POR ASSINATURA COLOQUEM EM CADA CIDADE UMA TORRE DE TRANSMISSÃO DE TV DIGITAL TRANSMITINDO MULTIPROGRAMAÇÃO.
TV POR ASSINATURA UTILIZA MUITOS CANAIS E ADAPTAR O CONVERSOR DIGITAL DO APARELHO DE TELEVISÃO ADAPTADO PARA TV DIGITAL PARA TER A FUNÇÃO DE DECODIFICADOR.
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