Metade dos internautas dos EUA já "googlearam" sobre si mesmos
da Folha Online
O método é simples --colocar seu nome em sites de busca e averiguar que informações sobre você estão armazenadas na internet-- e vem crescendo consideravelmente, pelo menos nos Estados Unidos. Segundo uma pesquisa divulgada no domingo (16), quase metade dos internautas norte-americanos já "googlearam" a si próprios.
Um levantamento da Pew Internet and American Life Project apontou que 47% dos usuários de internet nos Estados Unidos já procuraram informações sobre si mesmos em sites de busca como o Google. O índice mais que dobrou em relação a 2002, quando 22% dos internautas disseram já ter feito isso.
Entretanto, uma analista do instituto, Mary Madden, afirmou ter ficado surpresa por esse crescimento não ter sido maior.
"Sim, é o dobro. Mas o dado revela que ainda há uma enorme fatia de usuários de internet que nunca tomou a simples medida de colocar o seu nome em sites de busca", afirma ela.
Conforme o estudo, poucos usuários tem efetivamente uma "mania" de "googlear" a si mesmo. Cerca de 75% dos internautas que já fizeram isso dizem ter tomado a medida apenas uma ou duas vezes.
Cerca de 60% dos internautas ouvidos pela pesquisa afirmaram não estarem preocupados com o tipo de informação disponível sobre eles na rede. Apesar disso, houve um crescimento na preocupação pelo tipo de uso que se pode fazer desses dados.
Apenas 4% dos usuários disseram que informações embaraçosas ou mentirosas disponíveis sobre eles na internet resultaram em experiências ruins.
Xereta
Enquanto isso, o estudo da Pew revelou que 53% dos internautas admitem já ter procurado informações sobre outras pessoas na rede. A busca por dados de celebridades não está incluída nesse índice.
Em geral, as buscas foram feitas para encontrar pessoas com quem os internautas perderam contato. Procurar informações sobre amigos, parentes, colegas e vizinhos também é muito comum.
Na maioria dos casos, as buscas são "inofensivas", feitas para buscar o contato de alguém. Entretanto, um terço das pessoas que já "googlear" sobre outras pessoas disseram ter feito isso em busca de dados públicos, como pedidos de falência ou processos de divórcio. Um número semelhante de usuários diz ter procurado a foto de alguém na rede.
A pesquisa, feita por telefone, teve participação de 1.623 internautas nos Estados Unidos e tem uma margem de erro de 3% para mais ou para menos.
Com informações da Associated Press
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