Informática
15/01/2008 - 00h02

Japão da vanguarda tecnológica vê mercado de PCs encolher

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da Folha Online

O japonês tem feiras e apresentações de informática o ano todo para revelar novos robôs, televisores maiores, videogames realistas, celulares mais potentes e, claro, computadores pessoais de última geração. Até por isso, um dado divulgado no final do ano passado chama atenção da imprensa internacional: o mercado de PCs do país está diminuindo e as empresas que vendem micros, desesperadas.

O número de PCs distribuídos no Japão caiu por cinco trimestres consecutivos. Este é o primeiro encolhimento duradouro do volume de vendas de computadores pessoais em um grande mercado, segundo a consultoria IDC. No segundo trimestre de 2007, a quantidade de desktops vendidos sofreu uma queda de 4,8%. O quadro não dá sinais de reversão.

O que à primeira vista soa como sinal de debilidade na área da informática nipônica é mais complexo do que parece.

O espaço dos PCs nos lares japoneses diminui à medida que seu antes notável monopólio sobre o poder de processamento deixa-se substituir por equipamentos como celulares e consoles de jogos. Eles funcionam como computadores de bolso, conectam os usuários à internet, baixam e tocam música e têm câmeras digitais.

Um exemplo dessa tendência antiPC está na rede de relacionamentos que mais cresce por lá. O Mobagay Town, o "Orkut japonês", foi projetado para rodar apenas em celulares. A dúvida do japonês hoje é: compro um televisor de alta definição total ou um celular "faz-tudo"? Um videogame Wii ou um iPod Touch? Acima de tudo, o japonês se pergunta: PC para quê?

Com informações da Associated Press

 

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