Microsoft quer vigilância no PC à la "Big Brother"
da Folha Online
A Microsoft solicitou patente para um novo software capaz de monitorar o desempenho de um indivíduo na frente do PC por meio de suas expressões faciais, pressão sangüínea, entre outros. O jornal britânico "The Times" diz ter conseguido acesso ao pedido de patente em reportagem desta quarta-feira.
A empresa norte-americana pretende desenvolver um sistema que usa sensores sem fio para acompanhar o ritmo cardíaco, a temperatura do corpo, os movimentos, a expressão facial e a pressão sangüínea do trabalhador. O software espião permitiria que sensores sem fio captassem com precisão detalhes como "arrepios da pele".
O instrumento era até agora limitado aos pilotos ou aos astronautas da Nasa. O "Times" diz que esta é a primeira vez que a companhia se propõe a desenvolver seu "Big Brother" para todo tipo de escritório. As transformações físicas do funcionário seriam comparadas com um perfil psicológico individual baseado no peso, na idade e na saúde do trabalhador.
| Rick Wilking/Reuters |
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| Microsoft confirmou sistema que pretende vigiar até os batimentos cardíacos de usuários de computadores em escritórios |
Se o sistema detectar uma aceleração do ritmo cardíaco ou das expressões faciais que indique estresse, informará aos responsáveis que o trabalhador precisa de ajuda.
O Comissário de Informação do Reino Unido, grupos de liberdade civil e advogados dedicados à defesa da privacidade criticaram duramente o potencial do novo sistema.
O Escritório de Patentes dos Estados Unidos confirmou na terça-feira que a solicitação foi publicada no mês passado, um ano e meio após a Microsoft apresentar o projeto. Acredita-se que a patente pode ser concedida em um ano.
Em comunicado, a Microsoft confirmou ter entrado com pedido de patente para um novo software, mas disse que não é da prática da empresa "fazer comentários sobre patentes em andamento porque podem sofrer alterações ao longo do processo de aprovação pelo Departamento norte-americano de Patentes e Marcas Registradas".
Com agências Efe e BBC
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