China diz que vai rever censura a vídeos da internet
da Efe, em Pequim
As autoridades chinesas prometeram nesta quinta-feira (17) reconsiderar a lei que limitará a divulgação de vídeos pela internet, que deve entrar em vigor dia 31 de janeiro, proibindo a emissão de imagens que não estejam hospedadas em servidores estatais.
"Notamos que após a sua publicação, a lei chamou muito a atenção do público e da imprensa. Por isso, responderemos de forma adequada às dúvidas geradas", disse em entrevista coletiva Chen Jiachun, subdiretora do departamento de administração de telecomunicações do Ministério.
Chen lembrou no entanto que a lei é também de responsabilidade da Administração Estatal de Cinema, Rádio e Televisão. Ela não esclareceu, porém, as maiores dúvidas: se a lei obrigará a fechar sites chineses de armazenamento de vídeo, muito populares no país, ou se significará o bloqueio de portais como o YouTube.
Na mesma entrevista coletiva, o vice-ministro do Departamento Geral de Imprensa e Publicações, Yan Xiaohong, disse que o país só bloqueia os sites não registrados legalmente e que divulgam conteúdos "proibidos ou ofensivos".
Ele citou "conteúdos pornográficos, racistas e violentos" como exemplos de páginas que o governo chinês considera ofensivas e "claramente proibidas".
Na entrevista coletiva, as autoridades apresentaram os resultados em 2007 da campanha estatal contra a pirataria na internet. No ano passado foram fechados 339 sites que não respeitavam os direitos de propriedade intelectual, 60% a mais que em 2005 e 2006.
As autoridades confiscaram 123 servidores e impuseram multas num valor total de US$ 120 mil.
A China soma hoje 210 milhões de internautas, aproximadamente o mesmo número que os Estados Unidos. A censura na rede afeta também sites de participação livre, como a Wikipedia, meios de comunicação, como a rede britânica BBC, e servidores de blogs, como Blogspot e Wordpress.
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