Informática
23/01/2008 - 12h24

Lojas de SP tiram Counter Strike das prateleiras; jogo pode ser obtido na rede

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THIAGO FARIA
da Folha Online

Após o anúncio da EA (Electronic Arts) sobre a suspensão da venda dos jogos Counter Strike Source e Counter Strike Anthology, lojas em São Paulo começaram a retirar os games das prateleiras. A medida, de acordo com lojistas, foi tomada para evitar transtornos, já que o Procon-SP (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) ainda não se manifestou sobre a decisão judicial que proíbe a venda do CS e do Everquest.

A determinação, de autoria de um juiz da 17ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais em outubro, começou a ser cumprida na última quinta-feira (17), em Goiás, pelo Procon local.

Reprodução
Cena do Counter Strike; Procon-SP aguarda orientações para saber que medidas tomar
Cena do Counter Strike; Procon-SP aguarda orientações para saber que medidas tomar

De acordo com a assessoria de imprensa do Procon-SP, o órgão ainda aguarda uma decisão definitiva sobre a questão para definir quais medidas serão tomadas.

Proibição

Tanto Counter-Strike quanto Everquest não são novos no mercado. O primeiro é um dos mais populares games da história dos jogos para computador. Surgiu como "filhote" de outro game, o Half-Life, no final da década de 90. Sua trama divide os jogadores em equipes (terroristas X antiterroristas, por exemplo). É preciso eliminar os adversários à bala.

Apesar de ser menos conhecido, Everquest é considerado um clássico. Nos moldes do RPG ("role playing game"), o jogo on-line se passa num mundo fictício com ares de Idade Média. Uma partida abriga centenas de pessoas de uma vez em disputas quase sem fim.

Para o juiz, os jogos "trazem imanentes estímulos à subversão da ordem social, atentando contra o estado democrático e de direito e contra a segurança pública, impondo sua proibição e retirada do mercado".

Diante disso, a Justiça proibiu a distribuição e comercialização de "livros, encartes, revistas, CD-ROM, fitas de videogame (sic) ou computador" desses jogos. A multa para a infração é de R$ 5.000. Entretanto, como a Justiça não proibiu o uso dos jogos --apenas a comercialização--, as lan houses não estão obrigadas a deletá-los.

Lojas

Na PlugUse, as duas versões do jogo foram retirados apenas hoje. O gerente da unidade da loja no Shopping Raposo, Alexandre Souza, informa que resolveu retirar os jogos das prateleiras após ver a notícia sobre a decisão judicial na TV. "Como tínhamos apenas quatro unidades disponíveis, não tivemos problema em retirá-las".

Porém, Souza informa que o CS representa de 30% a 40% das vendas de games da loja e, caso a proibição perdure, pode gerar grande prejuízo. "Ainda não entramos em contato com o fornecedor para saber o que faremos com estes jogos que estão aqui, mas acredito que eles não nos deixarão na mão", diz.

Até a manhã de hoje ainda era possível comprar o jogo pelo site da loja.

Nas unidades da Fnac e da Saraiva consultadas, os jogos não estão mais disponíveis para compra desde ontem, quando foram retirados das prateleiras e também dos sites das empresas.

Apesar de não disponível nas lojas, o interessado em adquirir o CS ainda consegue baixar o jogo pela internet.

Em comunidades de "gamers", é possível encontrar links para servidores em que o usuário consegue baixar o jogo completo. Os servidores, claro, não são oficiais.

Comentários dos leitores
Fernando Martínez (25) 20/06/2009 05h11
Fernando Martínez (25) 20/06/2009 05h11
Sinceramente esse Juiz não tem a menor noção de que os jogos não causam a violência, que lamentavelmente já faz parte da natureza humana. Vejam por exemplo, o "inocente" desenho animado Tom & Jerry, não existe nada mais violento do que o mesmo e PASMEM! com censura LIVRE, deixando o CS parecer coisa para bebês. Dizer que por causa de um jogo saiu por aí matando gente é mera desculpa de PSICOPATA! Esse tal juiz deveria ser expulso por incompetencia. e acima de tudo, IGNORÂNCIA. sem opinião
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Glauber Felix de Castro (7) 19/06/2009 21h36
Glauber Felix de Castro (7) 19/06/2009 21h36
Eu lembro que na época eu ri da proibição pois não serviria de nada. E assim foi. O jogou continuou sendo comprado e amplamente jogado. E o juiz beócio formado em alguma universidade da Coréia do Norte não conseguiu aparecer também. Não conseguem proibir efetivamente nem o tráfico de drogas e armas quanto mais um joguinho inocente. Só falta agora proibirem Mario Bros com a desculpa de que criança pode sair por aí dando cabeçada em tijolo pra ganhar dinheiro. HILÁRIO, SEU "DOUTÔ"! 6 opiniões
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Saimon Douglas Cavalcante (2) 19/06/2009 18h02
Saimon Douglas Cavalcante (2) 19/06/2009 18h02
Nossa o brasil quase não tem com o que nossos juristas se preocuparem, corrupção, pedofilia, trafico de drogas, desvios de verbas em todas as areas, vão se preocupar com um simples jogo ... admiravel esse juiz ou seja quem for que não tem o minimo de bom senso.,lamentavel 4 opiniões
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