Serviços de busca apostam em pesquisa especializada
DANIELA ARRAIS
da Folha de S.Paulo
Você lembra da banda, mas esqueceu qual é o nome da música que quer ouvir. Precisa assistir a um vídeo, sendo que não lembra quem o fez. Ou, então, sabe o nome do autor, mas não encontra o livro que precisa ler --e, de preferência, quer falar com alguém para tirar a dúvida.
A primeira idéia que vem à sua cabeça é recorrer ao Google? Você não está sozinho. A empresa domina as buscas --tem 62% do mercado no mundo, segundo a comScore, empresa de pesquisa e análise de internet.
Mas diversas empresas se desdobram para ficar com o que resta da porcentagem e até morder parte da do Google. Elas investem em buscadores alternativos, que, em muitos casos, conseguem ser mais eficientes do que o produto criado por Larry Page e Sergey Brin.
A aposta desses buscadores é na oferta de resultados mais precisos. Para isso, eles deixam de ser generalistas como o Google, que usa algoritmos para realizar buscas em seu banco de dados dotado de alguns bilhões de páginas e onde a importância de um site é determinada pela quantidade de links que apontam para ele.
As ferramentas alternativas podem acessar diversos bancos de dados ao mesmo tempo, fazendo uma junção de todas as informações encontradas, como é o caso dos metabuscadores. Exemplos desse tipo de buscador são o Dogpile, o Clusty e o Sidekiq.
Em sites como o ChaCha e o Mahalo, a idéia é oferecer ajuda humana. No primeiro, é possível até conversar com guias via bate-papo.
Outros apostam na especialização. São os buscadores verticais, que procuram músicas, vídeos e até dicas de culinária --o Foodie View organiza receitas e críticas de restaurantes.
Há, ainda, os que fazem buscas semânticas, pelo sentido, a exemplo do Hakia. Os resultados são oferecidos tanto a partir de palavras-chave quanto de questões, frases ou sentenças.
O próprio Google aposta em um buscador diferente, o SearchMash, que publica os resultados organizados por sites, vídeos, blogs, imagens e Wikipédia na mesma página.
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