Após apagão de internet, Egito pede que pessoas parem de baixar músicas
da Folha Online
O ministério de Telecomunicações do Egito pediu nesta quinta-feira (31) que os internautas do país parem de fazer downloads de filmes e arquivos MP3, como forma de dar prioridade ao uso da rede para negócios. O pedido ocorre após um rompimento de cabos submarinos deixar parte do Oriente Médio, da Índia e do Egito sem internet.
"A população deve saber como usar a internet, ao fazerem downloads de músicas e filmes elas vão afetar os negócios de quem tem coisas mais importantes para fazer", afirmou o porta-voz do ministério, Mohammed Taymur.
Dois cabos submarinos localizados no mar Mediterrâneo se romperam, deixando milhares de pessoas com dificuldades de acesso à internet nessas regiões. O problema afetou 70% do serviço de internet no Egito e 60% na Índia. Também foram registrados problemas nos Emirados Árabes Unidos, na Arábia Saudita e no Kuait.
De acordo com o governo do Egito, todo o tráfego da rede está centralizado em apenas um cabo. "Mas isso não será suficiente. O cabo vai ficar sobrecarregado e ninguém conseguirá acesso [a não ser que o pedido do governo seja atendido]", afirmou.
Assim como a Índia, o Egito abriga enormes empresas de call center, que foram afetados pela pane. Segundo o ministério das Telecomunicações, as operações desse serviço estão funcionando com apenas 30% da capacidade.
Uma empresa foi chamada para consertar o problema, mas é provável que a normalização dos serviços demore vários dias.
Conexão
Segundo o TeleGeography, um grupo de pesquisas dos Estados Unidos que rastreia cabos submarinos pelo mundo, o rompimento dos cabos afetou em 75% a capacidade de conexão do Egito e países do Oriente Médio com a Europa.
Os cabos submarinos são operados pela Flag Telecom, que opera o cabo Flag (Fiber-Optic Link Around the Globe), de 28 mil quilômetros, e pelo SEA-ME-WE 4, um sistema de cabos submarinos que liga o sudeste asiático à Europa, passando pela Índia e pelo Oriente Médio.
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