Informática
02/02/2008 - 13h27

Congresso dos EUA analisa proposta da Microsoft pelo Yahoo!

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da Folha Online
da France Presse, em San Francisco

O Comitê Judiciário do Congresso dos Estados Unidos vai analisar na próxima semana a oferta de US$ 44,6 bilhões feita pela Microsoft para a compra do Yahoo!.

Depois do anúncio da oferta, os líderes do comitê marcaram uma audiência para sexta-feira (8) para analisar o caso. Na reunião, o comitê vai ouvir a opinião de especialistas sobre o assunto.

"A oferta da Microsoft para comprar o Yahoo! é certamente uma das maiores fusões na área de tecnologia que nós já vimos e representa um assunto importante em relação ao cenário competitivo na internet", afirmam os congressistas John Conyers e Lamar Smith, em comunicado.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos já havia anunciado ontem que estava "interessado" em analisar o impacto do negócio sobre esse mercado. A Microsoft disse esperar que o negócio seja fechado e seja aprovado por órgãos reguladores ainda este ano.

Negociação

O Yahoo! ainda precisa dar uma resposta para a proposta --em uma nota divulgada ontem, a empresa afirmou apenas que vai analisar o caso "cuidadosamente".

Entretanto, analistas acreditam que a oferta é muito alta para ser recusada, ainda mais no cenário de crise vivida pelo Yahoo!. Nesta semana, a empresa anunciou que vai demitir mil empregados, o que representa 7% de seu quadro de funcionários. Trata-se da maior eliminação de postos de trabalho que a empresa promove desde a sua fundação.

Pela proposta da Microsoft, os acionistas do Yahoo! poderão escolher se querem receber sua parte no negócio em dinheiro ou em ações da Microsoft. Caso escolham a última opção, eles se tornariam acionistas da empresa de Bill Gates. No total, a Microsoft se propõe a pagar metade em dinheiro e metade em ações.

De acordo com Microsoft, o acordo pode gerar uma economia de gastos no valor de US$ 1 bilhão --na carta enviada aos acionistas do Yahoo, a empresa fala em "eliminar a infra-estrutura redundante e custos operacionais duplicativos".

Concorrência

A Microsoft vê a compra do Yahoo! como uma chance de fazer frente ao Google no mercado de publicidade on-line. Especialmente no setor de buscas, que fica com grande parte do investimento em publicidade na internet, por meio do sistema de links patrocinados.

Sozinho, o Google tem uma participação no mercado de buscas maior que todos os seus concorrentes juntos. Segundo a consultoria comScore, em dezembro, o Google foi utilizado para 62,4% das buscas, seguido pelo Yahoo!, com 12,8%. Já a Microsoft ficou com apenas 2,9%.

Na proposta enviada ao Yahoo!, a Microsoft deixa claro que seu objetivo no negócio é unir forças para ganhar força nesse mercado.

Em clara referência ao Google, a empresa afirma: "Hoje o mercado é cada vez mais dominado por um 'player' que está consolidando seu domínio por meio de aquisições. Juntos, Microsoft e Yahoo! podem oferecer uma alternativa confiável para consumidores, anunciantes e editores".

De acordo com a Microsoft, o mercado de publicidade on-line está crescendo rápido --deve passar de US$ 40 bilhões em 2007 para quase US$ 80 bilhões em 2010, nas contas da empresa.

Comentários dos leitores
Jose Carlos Gaspar (27) 30/07/2009 08h36
Jose Carlos Gaspar (27) 30/07/2009 08h36
Infelizmente não temos justiça no Brasil, pois a Microsoft continua com práticas ilegais como embutir seu buscador com padrão nas atualizações automáticas de seus softwares e sistema operacional sem autorização do usuário. Na Europa e EUA já foram condenados por esse tipo de prática, mas continuam usando nos paises do terceiro mundo. sem opinião
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Jean-Luc Erny (1) 15/10/2008 21h37
Jean-Luc Erny (1) 15/10/2008 21h37
Eu acho que não é verdade que comprar Yahoo nunca tenha sido estrégica para a Microsoft. O mundo da computação está vivendo duas revoluções: o desaparecimento das aplicações instaladas no computador para as "online" e a generalização dos softwares livres (que poderiam ser afetados pela primeira revolução também).
Tudo isso se passa também mais recentemente no campo das aplicações professionais (como no campo da saúde).
Todas essas mudanças representam potencialmente muito menos dinheiro para empresas como Microsoft.
O rendimento da propaganda que representa o Yahoo seria muito interessante para a Microsoft que está mudando de fonte de lucro.
Ao contrário, para a Yahoo, seria perigoso uma união com a Microsoft porque essa empresa avança para trás em relação a essas duas revoluções. É por isso provavelmente que o Yahoo recusou a oferta (ou mais precisamente aumentou o preço da compra).
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Alexandre Lucena (24) 22/05/2008 09h38
Alexandre Lucena (24) 22/05/2008 09h38
Mega Investidor nao existe, é uma criatura criada pelo mercado financeiro, para persuadir o mundo de que existem boas intençoes quando o assunto é dinheiro. Este senhor, como muitos outros fora e dentro do Brasil, nao passam de ESPECULADORES famintos por lucros. Nao sou hipócrita, porque se eu tivesse a mesma FORTUNA BILIONÁRIA que possui este senhor, seria mais um ESPECULADOR INTERNACIONAL.
Afinal, o Bill Gates (Microsoft), este senhor ESPECULADOR, Larry Ellison (Oracle), sao ESPECULADORES que utilizam meios distintos, visando um resultado único: LUCRO $ LUCRO $ LUCRO. Cito estes para dizer o mínimo.
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