Informática
04/02/2008 - 10h14

Com oferta pelo Yahoo!, Microsoft pode estender "influência ilegal", diz Google

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da Folha Online

Principal alvo da Microsoft com a possível compra do Yahoo!, o Google afirma que o negócio suscita questões "perturbadoras". Em um post em seu blog corporativo, a empresa questiona se a Microsoft pode "estender para a internet o mesmo tipo de influência ilegal e inapropriada que mantém sobre os PCs".

Na sexta-feira (1º), a Microsoft fez uma oferta de US$ 44,6 bilhões pela compra do Yahoo!. Trata-se de uma investida da gigante dos softwares para ganhar espaço no mercado on-line, de olho principalmente nos crescentes ganhos com publicidade. É uma clara tentativa da empresa de rivalizar com o Google, seu maior obstáculo na área.

Na mensagem, publicada no domingo (3) e assinada por David Drummond, vice-presidente de Desenvolvimento Corporativo e conselheiro jurídico do Google, a companhia afirma que o negócio é "mais que uma simples transação financeira, uma empresa comprando a outra".

"Enquanto a internet premia inovação competitiva, a Microsoft procurou estabelecer monopólios --e então usar sua dominação para novos mercados adjacentes", afirma o executivo.

Omissão

No texto, Drummond cita que seus dois concorrentes detêm grande parte do mercado de e-mails e mensagens instantâneas (como o MSN), além de terem dois dos portais mais acessados do mundo.

Mas esquece, por exemplo, que o Google também domina uma enorme fatia de um outro segmento, o de buscas. Sozinho, tem nesse segmento uma participação maior que todos os seus concorrentes juntos. De acordo com a consultoria comScore, em dezembro, o Google foi utilizado para 62,4% das buscas, seguido pelo Yahoo!, com 12,8%. Já a Microsoft ficou com apenas 2,9%.

E é esse o argumento que a Microsoft vai usar para defender o negócio. Em um outro texto, também publicado no domingo na internet, o responsável por assuntos legais da companhia, Brad Smith, afirma que a parceria com o Yahoo! vai "criar um mercado mais competitivo" no mercado de buscas e publicidade on-line.

"Os cenários alternativos [à concretização do negócio] só levam a menos competição na internet", afirma o executivo.

Ofensiva

Na proposta enviada ao Yahoo!, a Microsoft deixa claro que seu objetivo no negócio é unir forças para ganhar força no mercado de publicidade on-line.

Em clara referência ao Google, a empresa afirmou: "Hoje o mercado é cada vez mais dominado por um 'player' que está consolidando seu domínio por meio de aquisições. Juntos, Microsoft e Yahoo! podem oferecer uma alternativa confiável para consumidores, anunciantes e editores".

De acordo com a Microsoft, o mercado de publicidade on-line está crescendo rápido --deve passar de US$ 40 bilhões em 2007 para quase US$ 80 bilhões em 2010, nas contas da empresa.

O Comitê Judiciário do Congresso dos Estados Unidos vai analisar o assunto na próxima sexta-feira (8). O órgão vai ouvir especialistas para verificar o impacto do possível negócio sobre o mercado de internet.

Comentários dos leitores
Jose Carlos Gaspar (27) 30/07/2009 08h36
Jose Carlos Gaspar (27) 30/07/2009 08h36
Infelizmente não temos justiça no Brasil, pois a Microsoft continua com práticas ilegais como embutir seu buscador com padrão nas atualizações automáticas de seus softwares e sistema operacional sem autorização do usuário. Na Europa e EUA já foram condenados por esse tipo de prática, mas continuam usando nos paises do terceiro mundo. sem opinião
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Jean-Luc Erny (1) 15/10/2008 21h37
Jean-Luc Erny (1) 15/10/2008 21h37
Eu acho que não é verdade que comprar Yahoo nunca tenha sido estrégica para a Microsoft. O mundo da computação está vivendo duas revoluções: o desaparecimento das aplicações instaladas no computador para as "online" e a generalização dos softwares livres (que poderiam ser afetados pela primeira revolução também).
Tudo isso se passa também mais recentemente no campo das aplicações professionais (como no campo da saúde).
Todas essas mudanças representam potencialmente muito menos dinheiro para empresas como Microsoft.
O rendimento da propaganda que representa o Yahoo seria muito interessante para a Microsoft que está mudando de fonte de lucro.
Ao contrário, para a Yahoo, seria perigoso uma união com a Microsoft porque essa empresa avança para trás em relação a essas duas revoluções. É por isso provavelmente que o Yahoo recusou a oferta (ou mais precisamente aumentou o preço da compra).
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Alexandre Lucena (24) 22/05/2008 09h38
Alexandre Lucena (24) 22/05/2008 09h38
Mega Investidor nao existe, é uma criatura criada pelo mercado financeiro, para persuadir o mundo de que existem boas intençoes quando o assunto é dinheiro. Este senhor, como muitos outros fora e dentro do Brasil, nao passam de ESPECULADORES famintos por lucros. Nao sou hipócrita, porque se eu tivesse a mesma FORTUNA BILIONÁRIA que possui este senhor, seria mais um ESPECULADOR INTERNACIONAL.
Afinal, o Bill Gates (Microsoft), este senhor ESPECULADOR, Larry Ellison (Oracle), sao ESPECULADORES que utilizam meios distintos, visando um resultado único: LUCRO $ LUCRO $ LUCRO. Cito estes para dizer o mínimo.
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