Com oferta pelo Yahoo!, Microsoft pode estender "influência ilegal", diz Google
da Folha Online
Principal alvo da Microsoft com a possível compra do Yahoo!, o Google afirma que o negócio suscita questões "perturbadoras". Em um post em seu blog corporativo, a empresa questiona se a Microsoft pode "estender para a internet o mesmo tipo de influência ilegal e inapropriada que mantém sobre os PCs".
Na sexta-feira (1º), a Microsoft fez uma oferta de US$ 44,6 bilhões pela compra do Yahoo!. Trata-se de uma investida da gigante dos softwares para ganhar espaço no mercado on-line, de olho principalmente nos crescentes ganhos com publicidade. É uma clara tentativa da empresa de rivalizar com o Google, seu maior obstáculo na área.
Na mensagem, publicada no domingo (3) e assinada por David Drummond, vice-presidente de Desenvolvimento Corporativo e conselheiro jurídico do Google, a companhia afirma que o negócio é "mais que uma simples transação financeira, uma empresa comprando a outra".
"Enquanto a internet premia inovação competitiva, a Microsoft procurou estabelecer monopólios --e então usar sua dominação para novos mercados adjacentes", afirma o executivo.
Omissão
No texto, Drummond cita que seus dois concorrentes detêm grande parte do mercado de e-mails e mensagens instantâneas (como o MSN), além de terem dois dos portais mais acessados do mundo.
Mas esquece, por exemplo, que o Google também domina uma enorme fatia de um outro segmento, o de buscas. Sozinho, tem nesse segmento uma participação maior que todos os seus concorrentes juntos. De acordo com a consultoria comScore, em dezembro, o Google foi utilizado para 62,4% das buscas, seguido pelo Yahoo!, com 12,8%. Já a Microsoft ficou com apenas 2,9%.
E é esse o argumento que a Microsoft vai usar para defender o negócio. Em um outro texto, também publicado no domingo na internet, o responsável por assuntos legais da companhia, Brad Smith, afirma que a parceria com o Yahoo! vai "criar um mercado mais competitivo" no mercado de buscas e publicidade on-line.
"Os cenários alternativos [à concretização do negócio] só levam a menos competição na internet", afirma o executivo.
Ofensiva
Na proposta enviada ao Yahoo!, a Microsoft deixa claro que seu objetivo no negócio é unir forças para ganhar força no mercado de publicidade on-line.
Em clara referência ao Google, a empresa afirmou: "Hoje o mercado é cada vez mais dominado por um 'player' que está consolidando seu domínio por meio de aquisições. Juntos, Microsoft e Yahoo! podem oferecer uma alternativa confiável para consumidores, anunciantes e editores".
De acordo com a Microsoft, o mercado de publicidade on-line está crescendo rápido --deve passar de US$ 40 bilhões em 2007 para quase US$ 80 bilhões em 2010, nas contas da empresa.
O Comitê Judiciário do Congresso dos Estados Unidos vai analisar o assunto na próxima sexta-feira (8). O órgão vai ouvir especialistas para verificar o impacto do possível negócio sobre o mercado de internet.
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Especial



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Tudo isso se passa também mais recentemente no campo das aplicações professionais (como no campo da saúde).
Todas essas mudanças representam potencialmente muito menos dinheiro para empresas como Microsoft.
O rendimento da propaganda que representa o Yahoo seria muito interessante para a Microsoft que está mudando de fonte de lucro.
Ao contrário, para a Yahoo, seria perigoso uma união com a Microsoft porque essa empresa avança para trás em relação a essas duas revoluções. É por isso provavelmente que o Yahoo recusou a oferta (ou mais precisamente aumentou o preço da compra).
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Afinal, o Bill Gates (Microsoft), este senhor ESPECULADOR, Larry Ellison (Oracle), sao ESPECULADORES que utilizam meios distintos, visando um resultado único: LUCRO $ LUCRO $ LUCRO. Cito estes para dizer o mínimo.
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