Pressionada, Microsoft terá que liberar informações sobre seus softwares
da Folha Online
A Microsoft anunciou nesta quinta-feira que irá revelar mais detalhes a respeito de seus produtos e suas tecnologias em seu site. A intenção da empresa é facilitar o acesso a informações que possam ajudar a desenvolvedores a criarem softwares compatíveis com seus produtos.
Com o anúncio, a empresa deve liberar boa parte dos códigos e dos protocolos do Windows, o sistema operacional que roda em 95% dos computadores do mundo.
Conforme informou da sede da companhia, em Redmond, nos EUA, a Microsoft espera que a medida estimule o surgimento de mais programas que sejam compatíveis principalmente com o seu novo sistema operacional, o Windows Vista, além das aplicações para o pacote Office e outros produtos chaves da companhia.
A empresa não pretende fornecer licenças ou pagar qualquer forma de taxa pelos programas desenvolvidos a partir das informações em seu site.
As mudanças valerão para os seguintes produtos da Microsoft: Windows Vista, incluindo o.NET Framework, Windows Server 2008, SQL Server 2008, Office 2007, Exchange Server 2007, Office SharePoint Server 2007. As versões atualizadas desses programas também serão abertas.
Experiência semelhante já foi realizada pelo Google, que estimulou as contribuições de desenvolvedores no Google Maps e em outros serviços.
Monopólio
O anúncio de hoje é mais uma etapa da mudança de postura anunciada pela empresa em outubro do ano passado para se adequar as regulamentações antitrustes européias.
Na ocasião, a empresa havia concordado em permitir que fabricantes independentes de softwares tenham acesso à documentação técnica necessária para desenvolver produtos compatíveis com o sistema operacional Windows, uma antiga reivindicação do setor.
Também concordou em pagar uma multa milionária de 497 milhões de euros (cerca de R$ 1,3 bilhão) por ter descumprido determinações da UE (União Européia) nesse sentido.
Em janeiro, uma nova investigação foi aberta em razão de um pedido da produtora norueguesa de navegadores para a web Opera. A investigação tem como objetivo analisar se o vínculo estabelecido entre o browser Internet Explorer e o Windows é legal.
A Opera quer que a Comissão Européia force a Microsoft a separar o Internet Explorer do Windows. Também apela para que o órgão force a Microsoft a seguir "padrões fundamentais e abertos da Web."
Com Associated Press e Folha de S.Paulo
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