Informática
25/02/2008 - 16h24

Internautas protestam após bloqueio do YouTube no Paquistão

da Efe, em Islamabad

Após o governo paquistanês bloquear o acesso ao YouTube, dezenas de internautas estão enviando queixas aos servidores da internet do país, informou nesta segunda-feira (25) Naveed Laqueed, responsável pelo servidor Micronet.

"Não sabemos até quando durará a proibição, mas muitos clientes estão nos contatando e manifestando sua preocupação", explicou Laqueed. Ele afirmou ainda que o "YouTube é uma página muito popular entre um setor importante da juventude paquistanesa".

Reprodução
Internautas protestam após bloqueio do site de vídeos YouTube, do Google, no Paquistão
Internautas protestam após bloqueio do site de vídeos YouTube, do Google, no Paquistão

O governo paquistanês teria decidido na sexta-feira bloquear o acesso ao site, de acordo com M. Nabacha, da PTA (Pakistan Telecomunication Authority). A alegação das autoridades é de que o YouTube possui "documentos e vídeos blasfemos".

Nabacha explicou que um comitê formado por membros dos ministérios de Assuntos Religiosos, Informação e Interior se dirigiu a seu organismo para ordenar o bloqueio do YouTube.

"Estamos em contato com o portal e lhes informamos da situação para que retirem os vídeos", assinalou Nabacha.

Brasil

O Paquistão não é o único a impedir o acesso ao YouTube. O problema já foi registrado em países como Tailândia, Marrocos, Turquia, China e Brasil.

Em janeiro do ano passado, uma decisão judicial provocou o bloqueio temporário do YouTube no Brasil devido à exibição do vídeo de Cicarelli em cenas íntimas numa praia. O bloqueio irritou usuários, que protestaram contra a modelo. Cicarelli chegou a negar ser autora do processo judicial, mas depois pediu desculpas aos internautas.

 

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