Internautas protestam após bloqueio do YouTube no Paquistão
da Efe, em Islamabad
Após o governo paquistanês bloquear o acesso ao YouTube, dezenas de internautas estão enviando queixas aos servidores da internet do país, informou nesta segunda-feira (25) Naveed Laqueed, responsável pelo servidor Micronet.
"Não sabemos até quando durará a proibição, mas muitos clientes estão nos contatando e manifestando sua preocupação", explicou Laqueed. Ele afirmou ainda que o "YouTube é uma página muito popular entre um setor importante da juventude paquistanesa".
| Reprodução |
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| Internautas protestam após bloqueio do site de vídeos YouTube, do Google, no Paquistão |
O governo paquistanês teria decidido na sexta-feira bloquear o acesso ao site, de acordo com M. Nabacha, da PTA (Pakistan Telecomunication Authority). A alegação das autoridades é de que o YouTube possui "documentos e vídeos blasfemos".
Nabacha explicou que um comitê formado por membros dos ministérios de Assuntos Religiosos, Informação e Interior se dirigiu a seu organismo para ordenar o bloqueio do YouTube.
"Estamos em contato com o portal e lhes informamos da situação para que retirem os vídeos", assinalou Nabacha.
Brasil
O Paquistão não é o único a impedir o acesso ao YouTube. O problema já foi registrado em países como Tailândia, Marrocos, Turquia, China e Brasil.
Em janeiro do ano passado, uma decisão judicial provocou o bloqueio temporário do YouTube no Brasil devido à exibição do vídeo de Cicarelli em cenas íntimas numa praia. O bloqueio irritou usuários, que protestaram contra a modelo. Cicarelli chegou a negar ser autora do processo judicial, mas depois pediu desculpas aos internautas.
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