Informática
04/03/2008 - 09h30

Jogadores e desenvolvedores de games buscam roteiros complexos

Publicidade

GUSTAVO VILLAS BOAS
da Folha de S.Paulo

Nem só de excelência técnica vivem os jogos eletrônicos. Os roteiros são cada vez mais valorizados pelos jogadores e pelos produtores. Serve para os games o que disse José Wilker para os filmes durante a transmissão do Oscar, no último dia 24, pela Globo: "Os efeitos especiais não bastam para esconder uma história fraca."

Divulgação
Cena de "Dead Head Fred", que ganhou prêmio do sindicato dos roteiristas nos EUA
Cena de "Dead Head Fred", que ganhou prêmio do sindicato dos roteiristas nos EUA

"Os roteiristas de jogos têm percebido que não adianta tentar copiar a narrativa do cinema. As boas histórias, nos games, têm características próprias, que aproveitam a interatividade e a não-linearidade", diz o designer Arthur Bobany, autor de "Videogame Arte" (Ed. Novas Idéias, R$ 32), livro no qual defende que o entretenimento eletrônico é uma forma de arte autônoma, "com uma linguagem própria". Ele cita como exemplo disso o jogo Oblivion IV, "com um mundo que se desenvolve conforme a atuação do personagem".

Uma indicação do reconhecimento das histórias dos jogos é que, pela primeira vez, o sindicato dos roteiristas dos EUA deu um prêmio a criadores dessa área em uma premiação que contemplava outras mídias.

O bizarro Dead Head Fred, "um conto clássico de assassinato, corrupção e vingança", de Dave Ellis e Adam Cogan, venceu a disputa dos games.

Entre os ganhadores de filmes, estava "Onde os Fracos Não Têm Vez", o grande vencedor do Oscar neste ano.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca