China publica "lista negra" de sites de vídeos
da Reuters, em Xangai
A China ordenou nesta quinta-feira (20) que 25 sites de compartilhamentos de vídeos pela intenet interrompam suas atividades. A medida do governo, que também incluiu alertas direcionados a dezenas de outros sites, é uma forma de apertar o cerco contra conteúdos on-line que desagradam as autoridades.
Entre os sites alertados pelas autoridades está o Tudou.com, apoiado por uma unidade da empresa IDG. O aviso oficial pede que o site coíba a disseminação de conteúdo pornográfico, violento e político em suas páginas.
Empresas de capital de risco como Sequoia, IDG e Steamboat Ventures já investiram no setor de internet chinês --considerado hoje o maior mercado de internet do mundo.
No ano passado, no entanto, o governo informou que somente empresas estatais ou controladas pelo governo poderão se candidatar a licenças para a distribuição de vídeos pela web.
O Tudou.com, um dos sites de distribuição de vídeos mais populares da China, informou que recebeu um alerta oficial antes mesmo da declaração informada nesta quinta.
"Estamos trabalhando para atualizar nossos sistemas para que eles filtrem tudo o que precisar ser filtrado", afirmou Dan Brody, vice-presidente da companhia.
Lista negra
Uma série de sites populares de vídeos na China, como o 56.com e o Youku.com, receberam suporte financeiro de empresas de capital de risco. Mas alguns provedores alertam que investidores estrangeiros podem se tornar cuidadosos em investir no país.
"Isto pode deixar a comunidade financeira nervosa até que as regras fiquem claras", disse Victor Koo, principal executivo do Youku.com.
Entre as três listas publicadas no site oficial do governo chinês nesta quinta-feira, o Tudou.com figura no topo entre as companhias que receberam avisos oficiais.
Uma segunda lista ordena que alguns sites menos conhecidos interrompam as operações e a terceira informa empresas que operam sem a devida licença.
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