Sun Microsystems assina contrato para desenvolver tecnologia para conexões a laser
da Efe, em San Francisco
A Sun Microsystems anunciou na segunda-feira (24) que recebeu um contrato do Pentágono no valor de US$ 44 milhões para desenvolver uma tecnologia que substituirá as conexões entre chips para conexões a laser. Segundo a empresa, a nova tecnologia permitirá fabricar computadores milhares de vezes mais rápidos.
Na prática, a Sun Microsystems tenta substituir os pequenos cabos que conectam os chips nos computadores por conexões a laser que poderiam transportar dezenas de milhares de bits por segundo.
Caso obtenha sucesso, o resultado serão computadores mais rápidos do que conhecemos hoje. Outra vantagem será o fato de que também os computadores gerarão menos corrente elétrica e, conseqüentemente, menos calor.
A empresa compara os processos dos atuais microprocessadores com uma estrada, onde os veículos se movimentam mais devagar quando pegam uma saída.
Igualmente, os sinais elétricos se movimentam mais devagar quando viajam entre os chips. Sua substituição por feixes de luz laser solucionaria o problema.
Greg Papadopoulos, responsável de tecnologia e pesquisa e desenvolvimento da companhia, disse em comunicado que as comunicações ópticas "poderiam modificar as regras do jogo em tecnologia".
Segundo alguns especialistas, este programa poderia acabar com a lei Moore, formulada pelo fundador da Intel, Gordon Moore, que afirma que o número de transistores dos chips duplica a cada dois anos, o que de fato se cumpriu nas últimas três décadas.
A Sun Microsystems trabalha neste experimento com as universidades da Califórnia em San Diego e Standford e com as companhias Luxtera e Kotura.
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