Informática
27/03/2008 - 17h49

Deputado holandês põe filme antiislâmico na internet

da France Presse, em Haia

O deputado holandês de extrema direita Geert Wilders disponibilizou na internet um vídeo em que denuncia o suposto caráter "fascista" do Alcorão. Por causa da produção, a Holanda recebeu ameaças de grupos islamitas, afirma a agência de notícias ANP.

Wilders, fundador do Partido da Liberdade (que conta com nove deputados no parlamento, de um total de 150), anunciou no ano passado sua intenção de realizar um vídeo que mostraria o caráter "fascista" do Alcorão, livro que ele compara a "Mein Kampf" ("Minha luta"), de Adolf Hitler.

Inúmeros países muçulmanos, como o Irã e o Egito, já demonstraram indignação com o projeto e ameaçaram a Holanda com um boicote econômico pelo que consideraram "ataques gratuitos" à religião muçulmana. Associações islâmicas holandesas pediram calma aos fiéis e que não respondessem à provocação.

O governo holandês tentou convencer Wilders, em diversas ocasiões, a desistir do projeto, temendo uma reação similar à ocorrida na Dinamarca, após a publicação de caricaturas de Maomé.

No final de fevereiro, os talebãs ameaçaram os 1.660 soldados holandeses no Afeganistão, caso o filme fosse divulgado. Wilders vive com proteção policial desde o assassinato, em novembro de 2004, do cineasta holandês Theo van Gogh, realizado por um islamita radical após a divulgação de um filme que denunciava a condição da mulher no islã.

Em fevereiro, o filme de Wilders já havia causado o bloqueio do YouTube. Trechos da produção caíram no site, fazendo com que o governo decretasse um embargo. O acesso só foi liberado quando essas partes foram deletadas.

 

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