Parlamento britânico critica YouTube por filme de sexo
da Folha Online
O YouTube foi alvo de críticas na terça-feira (1º) no Parlamento britânico em razão de ter permitido que um vídeo mostrando uma gangue cometendo crimes sexuais fosse exibido no site.
Segundo o jornal britânico "The Guardian", em uma audiência da comissão de Cultura, Mídia e Esportes, o vice-presidente do Google, dono do YouTube, Kent Walker admitiu que uma falha humana permitiu que o filme ficasse no site. O vídeo foi visto mais de 600 vezes antes de ser removido.
"Nossos revisores analisam muito material e, em alguns casos, simplesmente cometem erros", afirmou o executivo.
Parlamentares afirmaram que o erro era "inacreditável" e "absurdo" e que é incorreta a política de revisar os vídeos apenas depois que as produções já estão no ar. "Isso mostra realmente que o seu sistema [do YouTube] é inadequado", afirmou o parlamentar Adam Price.
Filme antiislâmico
Na Indonésia, o YouTube também é alvo de críticas do governo. O país pediu que provedores bloqueassem o acesso ao site em razão da presença de um filme antiislâmico feito pelo deputado holandês de extrema direita Geert Wilders.
"Nossos esforços incluem pedir aos provedores de internet que bloqueiem o acesso ao YouTube. Eles começaram a fazer isso agora", afirma Muhammad Nuh, ministro de informação do país.
Usuários da PT Telekomunikasi Indonesia, o maior provedor da Indonésia, disseram nesta quarta-feira (2) que o acesso ainda era permitido.
Com o filme, Wilders, fundador do Partido da Liberdade, afirma que quer mostrar o caráter 'fascista' do Alcorão, livro que ele compara a 'Mein Kampf' ('Minha luta'), de Adolf Hitler.
Em fevereiro, o filme de Wilders já havia causado o bloqueio do YouTube no Paquistão. Trechos da produção caíram no site, fazendo com que o governo decretasse um embargo. O acesso só foi liberado quando essas partes foram deletadas.
Com informações da agência Reuters
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