Indonésia bloqueia YouTube e MySpace por causa de filme antiislâmico
da Efe, em Jacarta
A Indonésia bloqueou nesta terça-feira (8) o acesso a diversos sites, dentre os quais o YouTube e o MySpace, para impedir a difusão no país do polêmico filme do deputado holandês de extrema direita Geert Wilders, em qual faz duras críticas ao islã e que provocou protestos no país.
Pelo menos três grandes provedores de internet da Indonésia, de maioria muçulmana, obedeceram e bloquearam alguns dos principais portais em quais se podia assistir ao documentário "Fitna".
| Peter Jones/Reuters |
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| YouTube e MySpace estão entre os sites bloqueados pelo governo da Indonésia |
O bloqueio, anunciado na semana passada, já afetava o acesso de alguns usuários desde sábado.
Às 16h locais (6h de Brasília) desta terça-feira já não era possível acessar o popular portal de vídeos YouTube e a página principal da rede de relacionamentos MySpace. Contudo, o controverso vídeo ainda estava disponível na seção de vídeos do site de buscas Google.
A Speedy, filial da gigante indonésia de telecomunicações Telkom, desculpava-se desde o início da manhã desta terça-feira em seu site pelo bloqueio de oito portais, nos quais figurava o trabalho do ultradireitista Wilders.
"Lamentamos o bloqueio das páginas e blogs que contêm [o filme] 'Fitna', segundo o pedido do Ministério de Comunicações e Tecnologia da Informação', afirma a nota postada no site de empresa.
Os sites afetados por esta decisão são YouTube, MySpace, Metacafe, Rapidshare, Multiply e Liveleak, além da página oficial do curta-metragem.
Outros servidores do país atuaram de maneira similar para evitar problemas legais.
O Ministério pediu na semana passada aos provedores locais que bloqueassem o acesso às páginas que divulgassem o documentário, alegando que "ataca a harmonia religiosa e civil em nível global".
Entretanto, a Indonésia não é o único país a impedir o acesso ao YouTube. O problema já foi registrado em países como Tailândia, Marrocos, Turquia, China e Brasil.
Em janeiro do ano passado, uma decisão judicial provocou o bloqueio temporário do YouTube no Brasil devido à exibição do vídeo de Cicarelli em cenas íntimas numa praia. O bloqueio irritou usuários, que protestaram contra a modelo. Cicarelli chegou a negar ser autora do processo judicial, mas depois pediu desculpas aos internautas.
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