Escritor Stephen King critica proibição de games violentos
da Reuters, em Sydney
da Folha Online
O escritor norte-americano Stephen King criticou os planos do Estado norte-americano de Massachusetts de proibir os games violentos, declarando que a medida seria antidemocrática e que cabe aos pais monitorar o entretenimento de seus filhos.
King, em uma coluna sobre cultura pop que ele escreve para a revista "Entertainment Weekly", disse não ser fã de jogos eletrônicos, mas se declarou indignado ao ouvir falar de um projeto de lei que proibiria a venda de games violentos para pessoas com menos de 18 anos.
| Seth Wenig/AP |
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| King criticou os planos de Massachusetts de proibir os videogames violentos |
"O que me deixa furioso é que políticos decidam assumir o papel de pais substitutos. Os resultados disso são usualmente desastrosos, além de antidemocráticos", escreveu King.
A decisão surge em meio ao debate corrente nos EUA, Austrália, Reino Unido e Brasil sobre a proibição de videogames violentos.
A venda e distribuição do jogo Counter Strike está proibida no Brasil desde outubro do ano passado, em razão de uma decisão de um juiz da 17ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais. Foi proibida também a comercialização do game EverQuest, que não é vendido oficialmente no país.
As autoridades britânicas e irlandesas no ano passado proibiram o jogo "Manhunt 2", no qual um paciente escapa de um asilo para pessoas com problemas mentais e começa uma matança descontrolada.
King é autor de histórias como "O Iluminado" e "Carrie, a Estranha", que foram transformadas em filmes de horror em Hollywood.
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