Cubanos compram mais de 7.000 celulares
da France Presse, em Havana
Os cubanos contrataram mais de 7.400 linhas de celulares em menos de dez dias, desde que seu uso foi autorizado pelo governo do presidente Raúl Castro. A informação foi divulgada na quarta-feira (23) pelo vice-presidente de Serviços Móveis da Empresa de Telecomunicações de Cuba S.A., Máximo Lafuente. Segundo ele, o país projeta "a abertura de mais de 1,4 milhão de linhas nos próximos cinco anos".
"As agências habilitadas (...) em todo o país comercializaram mais de 7.400 novas linhas" desde que foi iniciada a venda dos serviços da modalidade, acrescentou. Lafuente afirmou que, com investimentos próximos a US$ 100 milhões nos últimos cinco anos a empresa teve "um crescimento de 300.000 clientes".
A compra de celulares, até então reservada a estrangeiros, foi liberada no dia 14 de abril pelo governo de Raúl Castro, que também autorizou aos cubanos o acesso a hotéis, aluguel de carros e compra de computadores.
A livre contratação de telefonia celular foi muito bem recebida pelos cubanos, ainda que seus preços possam ser considerados proibitivos --só a linha custa US$ 120--, em um país onde o salário mínimo é equivalente a US$ 18.
No entanto, quando o serviço foi liberado, centenas correram para contratá-lo, pois muitos conseguem dinheiro com negócios no mercado negro, recebem estímulos de suas empresas ou remessas de suas familiares no exterior.
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