Pirata virtual diz que criou softwares ilícitos para empresa da News Corp
da Reuters, em Santa Ana (EUA)
Um pirata virtual confessou na quarta-feira (23) ter sido contratado por uma unidade da News Corp para desenvolver softwares piratas, mas negou ter usado o programa para entrar no sistema de segurança de uma emissora de televisão rival.
Christopher Tarnovsky --que afirma ter recebido US$ 20 mil em dinheiro escondido em produtos eletrônicos enviados do Canadá-- prestou depoimento em um processo impetrado contra a NDS Group, pertencente à News Corp, pela Dish Network Corp.
A NDS, que oferece um sistema de segurança para uma rede de satélites global que inclui a DirecTV, nega a acusação, afirmando que estava interessada apenas em "engenharia reversa" --olhar a tecnologia de um produto para determinar como ele trabalha, um processo supostamente comum na indústria de eletrônicos.
Depois de ser apresentado pelo advogado de acusação como "um dos dois melhores piratas virtuais no mundo", Tarnovsky disse no tribunal que foi pago de maneira irregular pela Harper Collins, um braço editorial da News Corp, por dez anos.
Tarnovsky afirmou que um de seus primeiros projetos era desenvolver um programa pirata para tornar a DirectTV mais segura. Mas os advogados da Dish Network afirmam que a missão de Tarnovsky era invadir a rede satélites da empresa, roubar códigos de segurança, e então liberá-los para o mercado em cartões que permitem que conversores de TV via satélite reproduzam canais restritos, mais caros.
O golpe teria custado US$ 900 milhões à Dish em perda de receita e custos de reparos no sistema.
A ação foi impetrada pela EchoStar Communications, que mais tarde se dividiu em duas companhias, a Dish e a EchoStar Corp. "Eu nunca ganhei dinheiro reprogramando os cartões da Echostar", afirmou o pirata virtual. O julgamento deve durar outras três semanas.
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