Informática
05/05/2008 - 10h43

Desistência da Microsoft pressionará Yahoo!, dizem analistas

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da Folha de S.Paulo
com Financial Times

A desistência da Microsoft em adquirir o Yahoo!, anunciada no sábado à noite, deve desencadear nova rodada de negociações entre os principais atores da internet, que buscam ganhar "musculatura" no crescente e lucrativo segmento de publicidade on-line, disseram analistas e investidores.

Para analistas, o Yahoo! deve agora levar adiante as negociações iniciadas nas últimas semanas com Google e AOL.

Essas negociações, que envolvem terceirizar algumas de suas ferramentas de buscas para o Google ou adquirir a AOL, foram planejadas como uma forma de evitar o negócio com a Microsoft, mas analistas dizem que podem ser um caminho viável para o Yahoo!.

No caso do Google, poderia ajudar o Yahoo! a melhorar seus resultados a curto prazo, enquanto tenta provar que sua recuperação a longo prazo pode funcionar efetivamente.

Mas ambas as transações apresentam obstáculos. Uma parceria com o Google poderia ser restringida pelas autoridades regulatórias, dado o domínio exercido pela maior empresa de buscas na internet. Com a AOL, haveria sobreposição de negócios e tecnologia.

Quem mais pode se beneficiar com o fracasso da fusão é a AOL. Embora tenha perdido espaço nos últimos anos, a empresa, além do Yahoo!, pode ser cortejada pela Microsoft, pois elas devem buscar uma aliada para concorrer com o Google em publicidade on-line.

A direção do Yahoo!, que rejeitou nova oferta --melhorada em cerca de US$ 5 bilhões- da Microsoft, também será pressionada, ainda mais diante da perspectiva de queda no valor das ações da companhia com o fracasso da transação.

Os papéis da companhia, que encerraram na sexta-feira negociados perto de US$ 29, podem recuar até para US$ 20 nos próximos dias sem a fusão com a Microsoft, dizem analistas. Caberá à direção do Yahoo! aplacar a ira dos acionistas.

Nos momentos finais de negociação entre os executivos das duas empresas, no último sábado, a Microsoft chegou a oferecer US$ 33 por ação pelo Yahoo!, acima da oferta inicial de US$ 31, apresentada no início de fevereiro e equivalente a cerca de US$ 44,6 bilhões.

Mas, desde o início, Jerry Yang, presidente do Yahoo!, considerou que a proposta não era condizente com o valor verdadeiro da empresa.

Segundo fontes que tiveram acesso às conversas entre Yang e Steve Ballmer, executivo-chefe da Microsoft, no sábado em Seattle, o homem-forte e co-fundador do Yahoo! impôs uma contraproposta de US$ 37 por ação.

Em comunicado divulgado no sábado, Ballmer afirmou que, após cuidadosa avaliação, eles chegaram à conclusão de que os termos demandados pelo Yahoo! "não faziam sentido para nós e que, portanto, era do melhor interesse dos acionistas e dos empregados retirar a oferta pelo concorrente".

Em carta enviada a Yang, tornada pública, Ballmer descartou ainda uma proposta hostil diretamente aos acionistas (ou seja, à revelia dos controladores) do Yahoo!, como chegou a ser aventado pelo próprio executivo em meio às negociações nas últimas semanas.

Com "FINANCIAL TIMES"

Comentários dos leitores
Jose Carlos Gaspar (27) 30/07/2009 08h36
Jose Carlos Gaspar (27) 30/07/2009 08h36
Infelizmente não temos justiça no Brasil, pois a Microsoft continua com práticas ilegais como embutir seu buscador com padrão nas atualizações automáticas de seus softwares e sistema operacional sem autorização do usuário. Na Europa e EUA já foram condenados por esse tipo de prática, mas continuam usando nos paises do terceiro mundo. sem opinião
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Jean-Luc Erny (1) 15/10/2008 21h37
Jean-Luc Erny (1) 15/10/2008 21h37
Eu acho que não é verdade que comprar Yahoo nunca tenha sido estrégica para a Microsoft. O mundo da computação está vivendo duas revoluções: o desaparecimento das aplicações instaladas no computador para as "online" e a generalização dos softwares livres (que poderiam ser afetados pela primeira revolução também).
Tudo isso se passa também mais recentemente no campo das aplicações professionais (como no campo da saúde).
Todas essas mudanças representam potencialmente muito menos dinheiro para empresas como Microsoft.
O rendimento da propaganda que representa o Yahoo seria muito interessante para a Microsoft que está mudando de fonte de lucro.
Ao contrário, para a Yahoo, seria perigoso uma união com a Microsoft porque essa empresa avança para trás em relação a essas duas revoluções. É por isso provavelmente que o Yahoo recusou a oferta (ou mais precisamente aumentou o preço da compra).
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Alexandre Lucena (24) 22/05/2008 09h38
Alexandre Lucena (24) 22/05/2008 09h38
Mega Investidor nao existe, é uma criatura criada pelo mercado financeiro, para persuadir o mundo de que existem boas intençoes quando o assunto é dinheiro. Este senhor, como muitos outros fora e dentro do Brasil, nao passam de ESPECULADORES famintos por lucros. Nao sou hipócrita, porque se eu tivesse a mesma FORTUNA BILIONÁRIA que possui este senhor, seria mais um ESPECULADOR INTERNACIONAL.
Afinal, o Bill Gates (Microsoft), este senhor ESPECULADOR, Larry Ellison (Oracle), sao ESPECULADORES que utilizam meios distintos, visando um resultado único: LUCRO $ LUCRO $ LUCRO. Cito estes para dizer o mínimo.
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