Cuba descarta permitir o acesso de pessoa física à internet
da Efe, em Havana
O Ministério de Informática e Comunicações de Cuba descartou a abertura da internet à população no curto prazo, depois que o presidente, Raúl Castro, autorizou há pouco mais de um mês a venda livre dos computadores.
O vice-ministro primeiro do ministério, Ramón Linares Torres, reconheceu neste domingo (12) que essa reforma abriu uma expectativa sobre o "que vai acontecer com o desenvolvimento da informática em Cuba". No entanto, indicou que, devido aos problemas de "conexão" e "às restrições, não se pode pensar que barateará (...) nem tornar mais fácil o acesso à internet".
"Continuará havendo a falta de recursos para tornar o serviço mais amplo", acrescentou.
Cuba se conectou oficialmente em 1996 à internet, mas o governo tem restringido o acesso dos particulares à rede, devido, segundo diz, às medidas do embargo que os Estados Unidos mantêm contra a ilha e que limitam as condições e a qualidade da conexão.
Segundo o ministro, as limitações econômicas, tecnológicas e de comunicação impedem Cuba de distribuir com mais amplitude esse serviço --as autoridades priorizam o acesso à rede interna [intranet] da ilha.
"Aí [na intranet] é onde queremos ter todos os conteúdos principais, que esteja a grande biblioteca do país, onde estejam todas as aplicações, os serviços que possam ser dados, sem desconhecer o uso da internet, seu valor e os perigos quanto ao uso seguro desse serviço", acrescentou.
Linares explicou que "continuará existindo a situação de falta de recursos em geral para poder fazer um serviço [da internet] mais amplo", em um país com uma densidade telefônica de pouco mais de 10 aparelhos para cada 100 habitantes.
O vice-ministro cubano indicou que "é uma grande aspiração que todos tenhamos um computador", mas afirmou que "é preciso ser realista" e "ir passo a passo e atendendo às necessidades da economia, da sociedade e também as individuais".
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