Projetos propõem que internauta desvende os mistérios do espaço
DANIELA ARRAIS
da Folha de S.Paulo
A tecnologia ajuda a olhar o céu de forma mais completa e participativa. Projetos como o Galaxy Zoo e o Telescópios da Escola convidam usuários a desvendar astros, galáxias e demais elementos cósmicos. Outros, como o Seti@Home, vão além: querem investigar se há vida em outros planetas.
Tudo isso feito em um esquema colaborativo --o internauta pode disponibilizar sua máquina caseira para processar dados e oferecer suas habilidades para classificar astros.
| DSS Consortium, SDSS, Nasa/ESA/Reprodução |
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| Galáxia visualizada no Google Sky, programa está disponível para uso na rede desde março; internet permite analisar o espaço |
O Galaxy Zoo (www.galaxyzoo.org) se propõe a analisar dados de observações astronômicas com ajuda de usuários de internet. A idéia é reunir o maior número de informações para fazer uma espécie censo sobre as galáxias.
Até o final do ano passado, os astrônomos do Galaxy Zoo haviam identificado 500 galáxias --antes, apenas 20 eram conhecidas.
Para participar do projeto, o usuário responde a um desafio, em que identifica diferentes tipos de galáxias. Se passar da primeira fase, faz um teste de habilidade. Só então se torna apto a contribuir.
Extraterrestres
Já o Telescópios na Escola (www.telescopiosnaescola.pro.br), projeto do IAG (Instituto de Astronômico e Geofísico) da USP (Universidade de São Paulo), oferece a escolas a oportunidade de observar e fazer imagens remotamente do céu noturno.
Os estudantes não precisam estar no local em que se encontram o telescópio e a câmera astronômica. A observação é feita a partir de um computador ligado à internet. "O uso da internet estimula o aprendizado e o desenvolvimento científico. O aluno colhe dados em tempo real", afirma Vera Jatenco, professora do IAG.
Em busca de inteligência extraterrestre, o Seti@Home (setiathome.berkeley.edu) usa computadores ligados à internet para analisar dados de telescópios. O experimento científico diz ter 3 milhões de usuários envolvidos --eles baixam um programa para o computador e, a partir disso, processam dados.
Disputa
Para o Google, organizar toda a informação do mundo não é suficiente. O gigante quer, também, organizar o conteúdo do céu, com o Google Sky (www.google.com/sky), que está disponível para uso na rede desde março --antes, era preciso baixar o programa.
De olho no interesse de usuários em explorar o céu, a Microsoft anunciou que lançará o WorldWide Telescope (www.worldwidetelescope.org), ferramenta que vai permitir ao usuários navegar pelo universo de dados coletados por telescópios do mundo --até o Hubble, da Nasa.
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