Sistema rastreia "vídeos proibidos" do YouTube
da Folha Online
Uma equipe do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) criou um sistema disponível na internet que mostra por que, quando e a mando de quem um vídeo foi retirado do YouTube. A idéia do projeto, chamado YouTomb, é mostrar os critérios que levam o site a remover vídeos.
Na realidade, o sistema não monitora todos os vídeos do YouTube. Entram no sistema, criado pelo MIT Free Culture, apenas os filmes mais vistos do site ou que foram mencionados em outras partes da internet.
| Reprodução |
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| Vídeo "Nice Big Booty (Good Quality)" foi retirado por violação dos termos de serviço |
Até esta segunda-feira (26), o projeto detectou cerca de 225 mil vídeos --em torno de 4.500 foram retirados do ar por questões de direito autoral e 14 mil por outras razões, como violação dos termos de compromisso.
Segundo o MIT, a instituição ficou "especialmente interessada" no assunto depois que o YouTube anunciou o lançamento de uma ferramenta que automatiza o sistema de análise de direito autoral no site.
"Como o YouTube não é muito transparente com os detalhes sobre esse processo e o software utilizado, o YouTomb foi concebido para jogar uma luz sobre as práticas do YouTube, educar o público em geral sobre o tema do direito autoral e dar uma ferramenta de pesquisa para usuários que tiveram seus vídeos removidos de maneira errada", afirma o MIT, na descrição do sistema.
Os vídeos removidos não estão disponíveis para serem assistidos ou baixados. É possível apenas ver um frame da produção e as informações sobre a remoção. O site mostra dados como a empresa ou entidade que pediu o embargo, a data da retirada, por quanto tempo o vídeo ficou disponível e o número de acessos que recebeu.
"O objetivo do projeto é identificar como o YouTube reconhece potenciais violações de direito autoral e também agrupar erros cometidos pelo algoritmo [do site]", afirmam os criadores do site.
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