Informática
16/06/2008 - 20h29

Dona-de-casa suspeita de levar garota ao suicídio pelo MySpace nega acusações

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da Associated Press, em Los Angeles

A dona-de-casa Lori Drew, 49, afirmou nesta segunda-feira (16), em uma corte federal da Califórnia, nos EUA, que é inocente das acusações de que teria induzido uma garota de 13 anos a se suicidar, após conversas pela rede de relacionamentos MySpace.

Drew é acusada de ajudar a criar uma conta na rede social sob um nome falso para convencer a garota Megan Meier de que estava conversando com um garoto de 16 anos chamado Josh Evans. Meier se suicidou em outubro de 2006, após ter recebido mais de uma dezena de mensagens cruéis do perfil falso --um dos recados dizia que o mundo seria um lugar melhor sem ela.

Tom Gannam/AP
Tina Meier segura duas fotos da filha, que se suicidou após receber mensagens ofensivas
Tina Meier segura duas fotos da filha, que se suicidou após receber mensagens ofensivas

Drew responde processo por conspiração e por obter acesso fraudulento a um computador. O resultado do julgamento sai no fim de julho. A dona-de-casa pode pegar pegar até 20 anos de prisão.

A acusada disse não ter feito um perfil falso na rede social, tampouco enviado mensagens a Meier. Após comparecer à corte, Drew e seu advogado se negaram a falar com a imprensa.

"Cyberbullying"

"A internet é um mundo em si só. As pessoas devem saber até onde elas devem ir. Ela [os acusados do crime] explorou a fraqueza da garota", afirma Salvador Hernandez, um dos policiais do FBI em Los Angeles que investiga o caso. "Apesar de ela [Drew] não poder prever os resultados [do trote], ela é responsável por suas ações."

"Eu estou muito feliz pelo fato de essa mulher ser processada pelas acusações que ela precisa enfrentar desde o dia que nós descobrimos o que estava acontecendo e desde que decidiu participar desse golpe ridículo", afirma Tina Meier, mãe de Megan.

Segundo Meier, a garota estava sob tratamento para déficit de atenção e depressão. A mãe afirma que Drew sabia que a menina estava sob medicação. Em um comunicado, o MySpace, que é considerado vítima no processo, afirma que "não tolera o cyberbullying" e que está colaborando com a Justiça.

 

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