PMs levam até 22 horas para registrar crime
KLEBER TOMAZ
da Folha de S.Paulo
Por conta de problemas com a Telefônica, que gerou pane em computadores de delegacias de polícia do Estado de São Paulo, dois policiais militares levaram 22 horas e três minutos para registrar uma ocorrência corriqueira de prisão em flagrante por porte de entorpecentes. Geralmente, o boletim seria feito em, no máximo, quatro horas, segundo os PMs. Envie seu relato sobre a pane na rede da Telefônica.
"É uma falha grave porque envolve questões de segurança pública. Há pessoas que dependem de nossas rondas para se sentirem seguras e ainda estamos aqui esperando o sistema voltar", disse Laurence de Oliveira, 35, soldado da ronda escolar da Polícia Militar.
Oliveira e a colega Cátia Regina da Costa, 35, foram obrigados a ficar das 16h10 de anteontem até às 14h13 de ontem no 96º Distrito Policial, no Brooklin, na zona sul da capital, à espera do boletim de ocorrência. Os dois prenderam em flagrante um homem e apreenderam um adolescente numa moto, acusados de portar cocaína e maconha.
Sem internet, os policiais do 96º DP tiveram de fazer o boletim no editor de texto de um dos computadores da delegacia e deram uma cópia aos PMs, que foram embora.
Procurada, a delegada Ancilla Giaconi, do 96º DP, explicou que o boletim de ocorrência da prisão em flagrante dependia de um laudo do IC, que demorou para ser entregue com a constatação positiva das drogas. Além disso, ela afirmou que outros flagrantes tiveram prioridade na delegacia.
Segundo a delegada, são registrados, em média, 50 ocorrências por dia. Anteontem, com a falha da Telefônica, só 20 foram concluídas.
Além das delegacias, as falhas no sistema da Telefônica afetaram também os Bombeiros, Detran (Departamento Estadual de Trânsito) e outros órgãos e departamentos ligados à Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo.
A secretaria explicou que o provedor do sistema informatizado do Estado é a Prodesp (Companhia de Processamento de Dados de SP) -empresa de tecnologia do Estado. Mas como a Telefônica, que presta serviço à Prodesp, passa por problemas técnicos, a companhia não consegue estabelecer uma rede com as delegacias.
No 3º DP (Santa Ifigênia), o atendimento só não parou porque os funcionários anotaram todas as ocorrências em papel. Já no 77º DP (Santa Cecília), o método foi outro: utilizaram um programa de textos do computador para, posteriormente, repassar as anotações ao sistema que faz o boletim.
Com o "Agora"
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Certamente o valor informado na notícia não se aproxima, nem um pouco, do vasto prejuízo causado aos usuários, consumidores, internautas, seja lá como queiram chamar!!
A cia telefônica deveria ser banida do sistema.
A empresa zomba o consumidor com o precário e monopolizador serviço de speedy, além do sistema de cobranças e, como se isso não bastasse, posso mencionar o estapafúrdio e despreparado atendimento do 103 15 (arrepia só de escrever).
É isso.
Fora telefônica!!
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Infelizmente, na minha cidade o único serviço de banda larga existente é o Speedy da itelefônica, pois senão eu já teria deixado de utilizar esse serviço a muito tempo, além de ser muito caro (aproximadamente 70 reais a mensalidade) está constantemente nos deixando na mão.
NOTA 0 PRA ITELEFÔNICA!!!!
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