Informática
04/07/2008 - 07h53

PMs levam até 22 horas para registrar crime

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KLEBER TOMAZ
da Folha de S.Paulo

Por conta de problemas com a Telefônica, que gerou pane em computadores de delegacias de polícia do Estado de São Paulo, dois policiais militares levaram 22 horas e três minutos para registrar uma ocorrência corriqueira de prisão em flagrante por porte de entorpecentes. Geralmente, o boletim seria feito em, no máximo, quatro horas, segundo os PMs. Envie seu relato sobre a pane na rede da Telefônica.

"É uma falha grave porque envolve questões de segurança pública. Há pessoas que dependem de nossas rondas para se sentirem seguras e ainda estamos aqui esperando o sistema voltar", disse Laurence de Oliveira, 35, soldado da ronda escolar da Polícia Militar.

Oliveira e a colega Cátia Regina da Costa, 35, foram obrigados a ficar das 16h10 de anteontem até às 14h13 de ontem no 96º Distrito Policial, no Brooklin, na zona sul da capital, à espera do boletim de ocorrência. Os dois prenderam em flagrante um homem e apreenderam um adolescente numa moto, acusados de portar cocaína e maconha.

Sem internet, os policiais do 96º DP tiveram de fazer o boletim no editor de texto de um dos computadores da delegacia e deram uma cópia aos PMs, que foram embora.

Procurada, a delegada Ancilla Giaconi, do 96º DP, explicou que o boletim de ocorrência da prisão em flagrante dependia de um laudo do IC, que demorou para ser entregue com a constatação positiva das drogas. Além disso, ela afirmou que outros flagrantes tiveram prioridade na delegacia.

Segundo a delegada, são registrados, em média, 50 ocorrências por dia. Anteontem, com a falha da Telefônica, só 20 foram concluídas.

Além das delegacias, as falhas no sistema da Telefônica afetaram também os Bombeiros, Detran (Departamento Estadual de Trânsito) e outros órgãos e departamentos ligados à Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo.

A secretaria explicou que o provedor do sistema informatizado do Estado é a Prodesp (Companhia de Processamento de Dados de SP) -empresa de tecnologia do Estado. Mas como a Telefônica, que presta serviço à Prodesp, passa por problemas técnicos, a companhia não consegue estabelecer uma rede com as delegacias.

No 3º DP (Santa Ifigênia), o atendimento só não parou porque os funcionários anotaram todas as ocorrências em papel. Já no 77º DP (Santa Cecília), o método foi outro: utilizaram um programa de textos do computador para, posteriormente, repassar as anotações ao sistema que faz o boletim.

Com o "Agora"

Comentários dos leitores
Sergio Lavinas (196) 18/11/2009 16h39
Sergio Lavinas (196) 18/11/2009 16h39
18 de novembro de 2009: Termo de ajustamento de conduta --selado entre Telefônica, Procon-SP e Promotorias de Justiça do Consumidor e de Infância e Juventude-- determina que Telefônica realize projeto social com enfoque no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, a fim de compensar a pane ocorrida entre os dias 2 e 3 de julho de 2008.
Então, está tudo resolvido, não é?
ANATEL, que tem como presidente um advogado/diplomata, que não sabe a diferença de Bel e decibel, ficou bem;
Telefônica, uma espanhola que manda no Brasil, ficou bem;
As multas aplicadas contra a Telefônica, dinheiro para caramba, foram perdoadas;
Os clientes da Telefônica, se ferraram, once again!
Quer mais ou está bom?
Brasileiros são tão bonzinhos!
2 opiniões
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Sergio Caffé (1) 18/11/2009 14h48
Sergio Caffé (1) 18/11/2009 14h48
E oque EU ganho com isso??? sem opinião
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Chris Maria (234) 13/11/2009 11h36
Chris Maria (234) 13/11/2009 11h36
"Speedy é querido" quando funciona... 4 opiniões
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