Depois de "bolha" do Second Life, Google lança programa de realidade virtual
da Folha Online
Cinco anos após o lançamento do Second Life, que já não tem o mesmo vigor, o Google lançou nesta semana o seu aplicativo de realidade virtual na internet, chamado Lively. O programa on-line permite que as pessoas interajam em ambientes e com outros objetos que imitam a vida real.
No programa é possível criar espaços virtuais em sites, personalizar avatares e decorar o "mundo on-line" com fotos e vídeos em streaming do YouTube, do Picasa e outras fontes. Também se pode construir ambientes como apartamentos, ranchos e terraços com cenários de cidades ao fundo.
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| Imagem de avatar do Lively; Depois do Second Life, o Google aposta em sistema que pode se disseminar pela internet e é gratuito |
Os usuários podem convidar outros amigos cadastrados no jogo para uma "visita" por meio de convites enviados por e-mail ou mensagens instantâneas.
Para o Google, o Lively vai atrair mais interesse porque não está "preso" a apenas um sistema, como o Second Life, e não cobra nada dos usuários. Depois de instalar o aplicativo, é possível usar o Lively por meio de outros portais, como redes sociais e blogs.
O Lively já funciona em redes sociais como o Facebook e o Google está trabalhando na adaptação para o MySpace. "Nós sabemos que as pessoas já gastam muito tempo em socialização na internet, então nós queremos apenas tentar tornar isso mais divertido", afirma Niniane Wang, que desenvolveu o sistema.
A empresa não tem planos de vender publicidade no jogo, mas o serviço poderia ajudar nos negócios da empresa, caso estimule as pessoas a ficarem mais tempo na internet, ficando mais "suscetíveis" a clicar nos links patrocinados da empresa espalhados pela rede.
Com o Lively, o Google entra na disputa com o Second Life, uma comunidade on-line com uma moeda própria e uma economia em crescimento, na qual os usuários se teletransportam e voam pelo mundo virtual usando avatares.
O crescimento do mundo virtual da Linden Lab perdeu impulso após o período de rápida expansão. Especialistas apontam que o caráter sexual de grande parte do conteúdo e o controle frágil de propriedade intelectual dentro do SL esvaziaram o produto. Empresas que investiram na brincadeira começaram a sair da empreitada de fininho.
O novo sistema funciona com Windows Vista e XP e com o Internet Explorer ou Firefox. É preciso ter ao menos 13 anos para participar.
Com France Presse e Associated Press
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