Informática
15/07/2008 - 09h31

Taiwanesa lança conversor de TV digital a R$ 299

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JULIO WIZIACK
TATIANA RESENDE
da Folha de S.Paulo

Dez anos após a chegada ao Brasil, a taiwanesa Proview se torna hoje a primeira fabricante a lançar um conversor "popular" para a TV digital aberta. Batizado de XPS-1000, o equipamento para TVs de 1.080 linhas de resolução tem preço sugerido ao varejo de R$ 299 --o similar mais barato no mercado sai por R$ 650. "O objetivo é vender para as classes C e D", diz Giovanni Nóbrega, diretor de novos produtos da Proview.

O aparelho já vem com antena UHF para captar o sinal e tem uma porta de entrada USB que permite a conexão de dispositivos como câmeras fotográficas e teclados. Também possibilita o acesso à internet se o usuário tiver banda larga.

Divulgação
Conversor da Proview é focado nas classes C e D; aparelho vem com antena UHF e tem uma porta de entrada USB
Conversor da Proview é focado nas classes C e D; aparelho vem com antena UHF e tem uma porta de entrada para conexão USB

Outros dois conversores serão lançados no próximo mês: o modelo intermediário, por R$ 249, e o mais barato (R$ 199), que só fará a conversão do sinal.

Para Nóbrega, não há segredo no preço. "Qualquer fabricante poderia oferecê-lo", diz. "Até porque todos usufruem dos mesmos benefícios na Zona Franca de Manaus."

O problema é que a conta do preço baixo não fecha --para os varejistas, a Proview vende o conversor "top" a R$ 230. A empresa alega desconto na importação de componentes. "Conseguimos 10% nos chips", afirma Nóbrega. O "tuner" teria sido adquirido com 35% de desconto, segundo a concorrência.

Nóbrega diz que as duas peças respondem por dois terços do custo. Seus concorrentes afirmam que, mesmo com esses abatimentos, não seria possível praticar um preço tão baixo. A Proview diz ainda que a margem de lucro da concorrência é elevada devido a custos com campanhas de marketing e projetos de design. "Nosso produto abre mão disso."

A lentidão do governo federal em difundir a TV digital é outro empecilho. Alguns fabricantes afirmam que não é possível manter linhas de produção se não há volume de consumo.

Até agora o sinal só existe em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Por isso, especula-se que a Proview tenha fôlego financeiro para suportar um "encalhe" das vendas.

Menos de 30 mil conversores foram produzidos até maio, segundo a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). A Proview espera vender 20 mil por mês.

Outra empresa afirma que terá o aparelho a preços populares até setembro. Segundo o vice-presidente da Comsat, Jakson Sosa, o modelo para TVs de 1.080 linhas vai custar R$ 250 para o consumidor.

Comentários dos leitores
Jacir Deggerone (6) 14/06/2009 10h44
Jacir Deggerone (6) 14/06/2009 10h44
Vichiiiii !!!!! Não sabe o que falar fique quieto !!!! O sistema americano não é o melhor, é o mais caro e se tivessemos optado por ele não teríamos nenhuma transferencia de tecnologia, ou seja , não acrescentaria nada em nosso parque tecnológico. Agora o que vejo é um bando de idiotas, com opção politica diferente do governo que aí esta, que acha que todas suas ações são erradas e que por isso deve atacar (mesmo sem conhecimento da causa) todas as suas iniciativas. sem opinião
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geraldo henrique (5) 12/06/2009 13h26
geraldo henrique (5) 12/06/2009 13h26
COMO SEMPRE O BRASIL sai na contra mao.
o systema nipoBrasileiro de tv digital vem para custar caro e nao ser compativel com nenhum outro systema, ou seja copia modificada.
O BRASIL tem essa mania de grandesa mas tem pouca capacidade de invencao por isso temos que remarcar oque outros inventam.
essa e a maneira que os intelectuais Brasileiros acham para nao se render aos AMERICANOS que convenhamos tem a melhor tecnolgia.
6 opiniões
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Hugo Bastos Lima Verde (3) 12/06/2009 08h26
Hugo Bastos Lima Verde (3) 12/06/2009 08h26
Na verdade a substituição por transmissão digital não tem nada que ver com politica ou interesses internacionais na verdade é uma necessidade pois embora muitos não saibam as transmissões de tv, radio, celular e serviços em geral utilizam o espectro magnetico um recurso limitado pois as frequencias não são ilimitadas, as transmissões de hoje ocupam 6 mhz apenas digitalizando é possivel transmitir em HD uma vez que se fosse transmitir em HD analogico se isso fosse posssivel ocuparia 24 mhz, ou cabem quatro canais em transmissões standard em qualidade DVD nos mesmos 6mhz, com a multiprogramação, logo digitalizar é uma necessidade técnica não vamos misturar com politica ou interesses externos. 5 opiniões
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