Rivais criam versão falsa do Facebook para difamar Obama
da Folha Online
Supostos representantes do Partido Republicano criaram uma paródia do Facebook para difamar o provável candidato democrata à presidência dos EUA, Barack Obama. No site www.barackbook.com, o democrata tem uma lista de amigos questionáveis do ponto de vista ético e político, além de notícias e vídeos negativos.
O portal tem inclusive cores semelhantes às do Facebook. Na descrição do perfil de Obama, há a frase: "Barack espera se decidir sobre uma política para o Iraque antes de novembro". Na lista de amigos, que têm perfil descrito minuciosamente na página, aparecem personagens que podem prejudicar a imagem do candidato democrata.
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| Site tem lista de "amigos" de Obama e vídeos que questionam candidato democrata |
Ali aparecem William Ayers, um professor de Chicago que nos anos 60 foi membro de um grupo de esquerda que cometia atentados, e Antoin "Tony" Rezko. O empresário arrecadou verbas de campanha para Obama, mas foi considerado culpado por tentativa de suborno, fraude e lavagem de dinheiro, em um caso que envolve chantagem ao governo do Estado de Illinois --por onde Obama foi eleito senador em 2004.
O site é uma tentativa de enfraquecer um dos principais trunfos de Obama, a internet. No site do democrata é possível encontrar um link onde o internauta usa seu cartão de crédito para fazer doações. Além de ter cerca de um milhão de "amigos" no Facebook e no MySpace, Obama conseguiu milhares de doadores na internet.
E a rede ganha cada vez mais importância na corrida eleitoral. Os eleitores norte-americanos estão usando os recursos da internet para se informar melhor sobre a corrida eleitoral, uma alternativa aos relatos encurtados exibidos pelos jornais e pelas redes de televisão.
Uma pesquisa do instituto Pew Internet and American Life Project, divulgada em junho, mostrou que quase 30% dos eleitores adultos usaram a internet para ler ou assistir material de campanha --sejam filmagens de debates, comunicados, anúncios e transcrição de discursos.
O estudo também descobriu que 10% dos adultos usaram sites de relacionamento, como o Facebook e o MySpace para atividade política, seja para acrescentar um dos prováveis candidatos como amigo em suas páginas pessoais, seja para descobrir alguém com interesses políticos parecidos ou mesmo integrar um grupo de discussões.
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