Desktops estão mais baratos e potentes
RAFAEL CAPANEMA
da Folha de S.Paulo
Em 2006, um monitor de LCD widescreen de 19 polegadas da AOC era vendido a R$ 1.400. Hoje, um computador da Qbex com processador Intel Pentium Dual-Core de 2 GHz, gravador de DVD, 2 Gbytes de memória RAM, disco rígido de 250 Gbytes e monitor de LCD widescreen de 19 polegadas sai pelos mesmos R$ 1.400 que, dois anos atrás, compravam só a tela fininha.
Basta passar os olhos em anúncios ou passear por lojas físicas e virtuais para constatar que, além de mais potentes, os computadores de mesa estão muito mais baratos.
| Divulgação |
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| PC da Megaware tem 2 Gbytes de memória Ram, disco rígido de 250 Gbytes e monitor de LCD de 17 polegadas; custa R$ 1.199 |
Micros à venda atualmente por preços em torno de R$ 1.000 e R$ 1.500 têm capacidade mais do que suficiente para executar tarefas básicas, como navegação na internet, leitura de e-mails e processamento de texto e imagens.
Qualidade
Computador barato, hoje, não é necessariamente sinônimo de máquina de segunda linha. De acordo com especialistas em informática, a qualidade da montagem e dos componentes de micros de baixo custo melhorou bastante nos últimos anos.
"Há pouco tempo, um processador barato era bem pior do que um de primeira linha. Hoje eu diria que um processador barato não é muito pior, só um pouco mais lento", afirma o engenheiro eletrônico Laércio Vasconcelos (www.laercio.com.br), autor de livros de informática como "Hardware na Prática".
"Um usuário médio, aquele que não sabe que micro comprar, não costuma ser exigente em termos de máquina", diz Vasconcelos.
Fatores como redução de impostos, queda do dólar, aumento do crédito e facilidades de financiamento têm mantido altas as vendas de computadores de mesa no país, que devem chegar a 7,5 milhões até o fim deste ano.
Preços também em queda de pacotes de acesso à internet em banda larga residencial tornam o momento atual um dos mais favoráveis para a compra do primeiro computador ou para a substituição do micro antigo.
Como comprar
Escolher um computador novo nem sempre é tarefa fácil, considerando a miríade de opções de marcas nacionais e internacionais, das mais famosas às menos conhecidas.
Os dilemas passam ainda pela escolha do sistema operacional (Windows ou Linux?), pelo tipo e pela velocidade do processador e pela quantidade de memória RAM.
Além de fatores como suporte e garantia, o consumidor deve considerar o uso que pretende fazer do equipamento. Quem quiser armazenar muitos vídeos e músicas, por exemplo, precisa de um disco rígido espaçoso. Veja o que levar em conta na hora de escolher um PC.
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