Informática
26/08/2008 - 15h41

Chip de TV analógica para celular aposta em baixa adesão ao sinal digital

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FELIPE MAIA
da Folha Online

Cerca de quatro meses após o lançamento de celulares com TV digital em São Paulo, a fabricante de chips Telegent chega ao país investindo em uma tecnologia com data marcada para extinção: a televisão analógica captada em aparelhos móveis.

A Telegent, que tem sede nos Estados Unidos, anunciou nesta terça-feira (26) que negocia com fabricantes de celulares a produção de aparelhos com o uso de um chip que permite assistir a canais de TV aberta, gratuitamente. A companhia aposta que a TV digital "não pega" por aqui em menos de quatro anos e que as pessoas vão aprender a ver televisão por celular usando o sinal analógico mesmo.

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Chip da Telegent permite ver TV analógica pelo celular, gratuitamente, mas com chuvisco
Chip permite ver TV analógica pelo celular, gratuitamente, mas com chuvisco e sombra

Esses chips vêm com os aparelhos --a empresa tem de fazer acordos com as indústrias para que a tecnologia chegue ao público final.

Por enquanto, apenas a chinesa ZTE, que promete entrar com sua marca no mercado de telefones celulares no Brasil até o final do ano, topou fabricar os aparelhos --o produto foi homologado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e deve chegar às lojas nos próximos meses.

A empresa afirma que, entre cinco das maiores fabricantes de celular --Nokia, LG, Sony Ericsson, Samsung e Motorola--, três já têm protótipos de aparelhos com a tecnologia.

A Telegent diz também que está em "estágio avançado" de negociação com uma grande operadora, para comercializar os aparelhos.

Uso imediato

A vantagem é que o sistema capta o sinal da TV analógica, presente em todo o território nacional. Enquanto isso, a digital tem cobertura apenas nas cidades de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Goiânia. A Telegent aposta que, daqui a três anos, essa cobertura não chega a 50% do país.

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Chip da Telegent equipa celulares; empresa busca parcerias para lançar sistema
Chip da Telegent equipa celulares; empresa busca parcerias para lançar sistema

"Por enquanto, a TV digital é basicamente só São Paulo. Se o cliente estiver, em Santos, em Campinas, em Olinda, o que ele compra? Que opções ele tem?", afirma Carlos Kirjner, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Telegent.

Kirjner nega que seu produto vá entrar em competição com o sistema digital. "Estamos complementando." De acordo com o executivo, o modelo é favorável para "todos" os envolvidos no assunto --operadoras de telefonia, emissoras de televisão, fabricantes de celular e consumidores. "Isso sem que ninguém tenha que fazer investimento".

Palha de aço

Para receber o chip, os aparelhos devem ter tela com qualidade para exibição de vídeos, câmera fotográfica e saída de som --um aparelho de menos de US$ 100 já suporta tecnologia, diz a empresa. E a diferença de preço causada pelo sistema é de US$ 15 a US$ 20.

Nos aparelhos apresentados na zona sul de São Paulo, a imagem de canais como Globo e SBT era bastante chuviscada, tremida --similar a de uma televisão comum, sem antena. Para ajustar a imagem, é preciso ficar mexendo na antena do celular, até conseguir a melhor recepção.

A Telegent também estuda produzir chips que captem o sinal nipo-brasileiro de TV digital. Isso pode ocorrer em um período de 12 a 18 meses, dependendo do avanço da cobertura do sistema e da aceitação do produto que a empresa lança agora.

Pelo cronograma do sistema digital, o sinal analógico deixará de ser utilizado para televisão em 2016. Após a transição para o digital, as emissoras devem devolver suas faixas de freqüência à União, que decidirá o que fazer com elas.

Comentários dos leitores
Vagner Ornelas (24) 16/11/2009 22h07
Vagner Ornelas (24) 16/11/2009 22h07
A operadora de celular Vivo quebrou a cara ao adotar o padrão CDMA enquanto o mundo já havia adotado o GSM. O Brasil está fazendo igual, ao optar por um modelo de tv digital caro e não global. A única vantagem do modelo brasileiro é a mobilidade. Seria muito mais prático e barato ter adotado o padrão americano ou europeu do que criar um padrao nipo-brasileiro. A pouco tempo comprei um gravador de DVD nos EUA, baratíssimo por 100 dolares e veio com conversor digital americano embutido. Isso que é país desenvolvido. sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (41) 03/11/2009 20h40
Olmir Antonio de Oliveira (41) 03/11/2009 20h40
A respeito de tv digital. Na europa ou no Usa. É outra extrutura, são culturas bastante diferentes a nossa, mas fundamentalmente a diferença do poder aquisitivo, aqui temos trabalhadores remuneração bem menor, e de agravante temos um custo a nivel de consumidor para tais equipamentos, muito alto, maiores aos de tais países. De modo geral aqui sempre são mais caros, eletronicos, eletrodomesticos, altomóveis.....e chegando a itens de comunicação, computadores..... serviços de internet, adsl, 3g"já se tens iniciativas em alguns estados, mas muito mais caros ainda,quando comparados ao países do chamado primeiro mundo"..... geralmente caros e de qualidade não das melhores. È de se crer que para os niveis mais baixos, para equipamentos mais simples, Tvs, e serviços de internet, os de maior interese popular e ou segundo o dito por governantes, dos falados promotores de direitos, oportunidades...... Seria de se pensar reduzir custos finais. Certo que fomulas e que pode fazer não falta.....Um custo menor e ou sem custos de impostos já seriam bem vindos para as categorias menores, os mais simples, mas que não sejam menos funcionais e ou duradouros...... 1 opinião
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ELIDAL OLIVEIRA (2) 17/09/2009 13h36
ELIDAL OLIVEIRA (2) 17/09/2009 13h36
COMO TV POR ASSINTURA NO BRASIL TEM PREÇO ALTO NA ASSINATURA O MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES TEM QUE DEIXAR QUE OPERADORAS DE TV POR ASSINATURA COLOQUEM EM CADA CIDADE UMA TORRE DE TRANSMISSÃO DE TV DIGITAL TRANSMITINDO MULTIPROGRAMAÇÃO.
TV POR ASSINATURA UTILIZA MUITOS CANAIS E ADAPTAR O CONVERSOR DIGITAL DO APARELHO DE TELEVISÃO ADAPTADO PARA TV DIGITAL PARA TER A FUNÇÃO DE DECODIFICADOR.
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