Mercenaries se sobressai apenas por polêmica
THÉO AZEVEDO
colaboração para a Folha de S.Paulo
O cenário é a Venezuela, em guerra por causa do governo de um ditador tirano com sede de petróleo. Mercenaries 2, ao menos oficialmente, não é baseado em uma história real, mas despertou a fúria de Hugo Chávez quando ainda estava em desenvolvimento.
Partidários do governante da versão real do país sul-americano classificaram o jogo como exemplo da propaganda norte-americana contra ele. Na prática, é só um game de ação longe de figurar entre os melhores.
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| Jogo Mercenaries, que não é envolvente, é ambientado em uma Venezuela fictícia comandada por tirano; só polêmica salva |
Para a Electronic Arts, distribuidora de Mercenaries 2, disponível para PC, PlayStation 3 e Xbox 360, é apenas um jogo.
O enredo se passa em 2010 e coloca o jogador na pele de um mercenário que, traído pelo ditador Ramon Solano, decide buscar vingança com a ajuda das Forças Armadas, controlando as instalações de exploração de petróleo.
Justiça seja feita: para quem gosta de ação desenfreada, o game tem lá seus momentos, funcionando como um verdadeiro (e caótico) parque de diversões em que o jogador é municiado com um poder de fogo cada vez maior, explodindo edifícios e soldados inimigos.
A questão é que tudo fica velho muito rápido e o que resta é a polêmica em torno do enredo superficial.
Mercenaries 2 oferece uma modalidade de jogo cooperativa para até dois participantes,.
Em certos momentos, parece que o jogo foi lançado antes do tempo, pois faltam retoques na inteligência artificial. Algumas falhas chegam a ser ridículas, tais como acertar um tiro à queima-roupa e ver o oponente não esboçar reação.
Nos Estados Unidos, o game é recomendado para pessoas a partir dos 13 anos.


