Claro já vê falta de iPhone no país; 1º lote terá 30 mil aparelhos
FELIPE MAIA
da Folha Online
A Claro tem 30 mil unidades no primeiro lote do iPhone 3G, que começa a ser vendido nesta sexta-feira (26) no Brasil. A maior parte desses aparelhos, não especificada pela operadora, será para consumidores que se cadastraram no site da empresa, e o resto estará disponível em lojas da companhia.
A empresa está entrando em contato com os clientes que se cadastraram e oferecendo os planos disponíveis --essas pessoas receberão o aparelho em casa.
Os contatos estão ocorrendo de acordo com a ordem de cadastramento: como o número de interessados é muito maior que a oferta de unidades, nem todos serão avisados nesse primeiro momento. Em uma semana, 100 mil pessoas demonstraram interesse pelo iPhone --a empresa não divulga dados atualizados sobre isso.
O produto estará em 25 lojas da operadora, divididas nas cidades de São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, Rio, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Goiânia, Recife, Fortaleza, Vitória, Belém e Manaus.
O presidente da Claro, João Cox, prefere não estimar quanto tempo esse primeiro lote vai durar. "Esperamos que seja um dia." O próximo lote deve chegar ao país no mês que vem.
Os preços do iPhone pela Claro variam entre entre R$ 1.000 e R$ 2.599, de acordo com o modelo e o plano escolhido pela operadora. O produto pode ser parcelado em até 24 vezes, apenas por meio do cartão American Express. Outros cartões podem ser utilizados para parcelamentos menores.
Discrepância
Cox culpa os impostos e as taxas de importação pela diferença entre os preços praticados para o aparelho nos Estados Unidos e no Brasil --nos EUA, o telefone tem preço mínimo de US$ 199 (R$ 362).
"Compramos o iPhone mais caro da Apple, não são os US$ 199 da AT&T [operadora que oferece produto nos EUA], e temos de pagar impostos. São impostos e taxas da magnitude de 100% [do valor do telefone]", diz Cox.
A Apple vai vender iPhones bloqueados, mas passíveis de desbloqueio, conforme determina a legislação do Brasil. A empresa afirma que não tem como distinguir entre aparelhos com ou sem bloqueios e admite oferecer seus serviços em aparelhos comprados por meio de outras operadoras --a Vivo também vai vender o iPhone no Brasil.
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