Informática
26/09/2008 - 15h54

Compra de iPhone nos EUA perde vantagem econômica

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FELIPE MAIA
da Folha Online

Comprar um iPhone 3G nos Estados Unidos, desbloquear e utilizá-lo por uma operadora brasileira é possível, porém bem menos vantajoso financeiramente, agora que o aparelho foi lançado no Brasil --o produto chegou às lojas nesta sexta-feira (26). Os custos do desbloqueio e taxas cobradas por operadoras norte-americanas são os principais empecilhos.

Nos Estados Unidos, o iPhone 3G de 8 Gbytes custa US$ 199 (R$ 368), mas a AT&T exige uma assinatura de um plano com contrato de dois anos para liberar o aparelho. Para vender o aparelho sem o contrato, a operadora cobra US$ 400 (R$ 740) a mais pelo celular.

Brendan McDermid /Reuters
Compra de iPhone 3G nos EUA perdeu grande vantagem após lançamento no Brasil
Compra de iPhone 3G nos EUA perdeu grande vantagem após lançamento no Brasil

Só esse valor já é maior que o menor valor de tabela cobrado pelo iPhone no Brasil: R$ 899, pela Vivo --em um plano de uso bastante salgado (R$ 585). Por enquanto, a operadora brasileira vende o aparelho apenas para seus atuais clientes, mas promete oferecê-lo para outros consumidores a partir de outubro.

Além disso, é preciso arcar com custos de desbloqueio. Na internet, há sites que oferecem arquivos para download que permitem a operação. Ao contrário da versão anterior, em que esses arquivos eram encontrados gratuitamente na internet, grande parte desses downloads requer pagamento.

O Unlocksiphone.com cobra 29,95 euros (R$ 80) para fornecer o arquivo. No Brasil, há empresas que fazem o serviço pessoalmente: a DesbloqueioBR, por exemplo, cobra R$ 400 para fazer o serviço --o destrave é feito na hora, utilizando o chip da operadora do cliente.

Há países da Europa que vendem o aparelho desbloqueado, por questões de legislação, mas o telefone pode custar o dobro.

A Oi, operadora que mantém quiosques em São Paulo para fazer desbloqueio de aparelhos, diz que o software utilizado para a operação ainda não inclui o iPhone.

Prós e contras

Vinicius Caetano, analista de Telecom da consultoria IDC, afirma que a compra internacional pode até ser vantajosa financeiramente para usuários "médios", que não queiram se comprometer com planos muito caros --e por conseqüência teriam de desembolsar mais pelo iPhone.

A aquisição, entretanto, exige um esforço maior do que era necessário para comprar a versão anterior do aparelho. "Quem for comprar pela AT&T precisa de um Social Security Number [número de identidade do programa federal de previdência dos EUA]. Depois, como não há iPhones disponíveis em todas as lojas, em razão da demanda, o comprador vai ter que fazer uma caça ao iPhone", diz o analista.

Os aparelhos vendidos pela Claro e a Vivo no Brasil estão vindo bloqueados. Segundo as operadoras, é possível utilizar os planos oferecidos pelas empresas para o iPhone em aparelhos não comprados por meio delas.

A Claro afirma que não tem como distinguir entre aparelhos com ou sem bloqueio e admite oferecer seus serviços em aparelhos comprados por meio de outras operadoras, ou fora do país.

Os preços do iPhone no Brasil variam de acordo com o plano escolhido pelo usuário. Em geral, quanto mais caro é o plano, menor o valor a ser pago pelo iPhone.

Variação

Na Claro, o celular mais barato custa R$ 1.000, pago exclusivamente pelo cartão de crédito American Express. O usuário tem de adotar um pacote que custa R$ 137,90 mensais (há um desconto para R$ 96,27 nos primeiros 12 meses) e inclui 400 minutos de voz, 200 SMS e pacote de dados de 200 Mbytes.

A Vivo oferece seu iPhone mais barato por R$ 899, em um plano que custa R$ 585 por mês --dá direito a 1.400 minutos de voz, acesso ilimitado à internet e 150 torpedos incluídos.

Veja abaixo os principais planos de Vivo e Claro para o iPhone.

Preços válidos para o Estado de São Paulo; não incluem promoções ou descontos

 

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