Crise mundial deve fazer preço do computador subir até 15%
FELIPE MAIA
da Folha Online
A alta recente do dólar, em razão da crise no mercado financeiro, deve fazer com que os fabricantes de computadores reajustem os preços entre 10% e 15% já no fim de outubro. A previsão é da consultoria IDC, que já cogita revisar para baixo as expectativas de vendas de PCs para este ano.
O valor da moeda norte-americana tem impacto direto sobre os preços de computadores, mesmo no caso de máquinas fabricadas no Brasil. Isso porque grande parte dos componentes (entre 70% e 80%, segundo o IDC) são importados.
| Sergei Karpukhin/Reuters |
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| Com crédito menor e alta do dólar, vendas de computadores podem ser menores que o esperado neste ano, abaixo dos 13 milhões |
"Esse aumento vai ser, sim, repassado ao usuário, talvez não em sua totalidade, mas certamente haverá aumento de preços", afirma Luciano Crippa, analista de mercado da consultoria.
Divergência
Nesta segunda-feira (6), o dólar comercial fechou cotado em seu maior nível desde 25 de setembro de 2006, a R$ 2,198 para venda, uma alta de 7,42% sobre a cotação de sexta-feira (3).
Por isso, Crippa recomenda que as pessoas que planejam adquirir um PC, e estão em condições disso, antecipem o momento da compra. "O melhor é comprar agora, porque os varejistas estão com um estoque feito quando o dólar estava entre R$ 1,65 e R$ 1,70", diz o analista.
A Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) é mais cautelosa e indica que é "loucura" fazer qualquer previsão sobre preços neste momento, em que os indicadores de mercado ainda oscilam muito.
"O dólar tem um movimento que acompanha todo o pânico do mercado. Temos que dar um tempo para ver onde a coisa se estabiliza", diz Hugo Valério, diretor da área de informática da Abinee. "Não dá para [o fabricante] ficar tomando decisão agora."
Ele recomenda que o consumidor não altere seus planos em razão da crise. "As pessoas devem continuar levando a vida como se nada tivesse ocorrendo. Não há nenhum indicador de que vá acontecer algo grave no Brasil. Não é o pior dos mundos", diz Valério.
Vendas
Em razão da crise, a IDC já cogita rever a expectativa de vendas de computadores para este ano. Inicialmente, a estimativa era que o país fechasse 2008 com 13 milhões de máquinas vendidas, o que faria do país o quarto maior mercado de PCs do mundo, ultrapassando o Reino Unido. O resultado representaria uma alta de 30% em relação a 2007.
Entretanto, a diminuição da oferta de crédito e o aumento nos juros, causados pela crise internacional, podem alterar esse cenário. O crescimento desse mercado no Brasil nos últimos anos foi calcado na desoneração fiscal, queda do dólar e aumento do crédito e dos prazos de pagamento. Com a crise, dois desses pilares estão em risco.
De acordo com Crippa, as vendas de PCs para este ano e em 2009 dependem do nível em que o dólar vai se estabilizar. "Se o dólar estacionar acima dos R$ 2, haverá uma diminuição maior do crédito e teremos de fazer uma revisão [para baixo] mais cautelosa para as vendas", diz. "Se ficar até R$ 2, não devemos revisar para muito menos. O impacto deve ser menor."
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O governo brasileiro joga na sorte.
Se a economia vai mal, a culpa é dos estrangeiros, e se vai bem(acompanha o crescimento mundial), é porque somos potência.
Dançamos conforme a música.
[]s
Eduardo.
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O coronel político é extremamente poderoso, manda e desmanda, exerce forte dominação política, econômica e social em todos os setores da comunidade, e qualquer manifestação de oposição, essa atitude é entendida como afronta ao coronel local e a resposta geralmente vem com extremada truculência acompanhada de uma perseguição implacável, tenta até mesmo armar ciladas para desmoralizar publicamente seus oponentes, sua mão tem longo alcance com grande poder de intervenção atinge todos os degraus da pirâmide social, o topo, o meio e a base com a mesma força repressiva. Essas oligarquias comandadas pelos coronéis são truculentas e antidemocráticas, são contra a modernidade nas relações políticas não acompanharam o quadro evolutivo do mundo globalizado, pois a manutenção do atual quadro é fundamental para manterem-se no poder. O que é mais grave, é que essas oligarquias e seus coronéis são os responsáveis diretos pelo baixo nível intelectual e do alto índice de analfabetismo da população, também são responsáveis pela baixa qualidade de vida e péssimas condições sanitárias em que vivem, soma se a isso a ausência de renovação das lideranças políticas.
Os coronéis da política tradicional que são dirigentes das oligarquias locais elevam ao poder somente membros das mesmas famílias ou pessoas que, por algum motivo, dependem desses oligarcas e não podem contrariar seus interesses. Quando penetramos pelo interior do Brasil, podemos constatar a existência das tais famílias tradicionais que geralmente pertencem há uma oligarquia local, é neste cenário que encontramos a figura do velho coronel político que é o oposto da democracia. Nessas regiões, embora o sistema democrático garanta a pluralidade no contexto local, esses preceitos não acontecem teoricamente essas oligarquias respeitam as formalidades democráticas, entretanto nos bastidores a coisa é bem diferente, um lençol oculta uma realidade cruel, eleições são realizadas com voto secreto e tudo, aparentando uma aparente normalidade, mas tudo acontece sob a supervisão, vigilância e controle dos coronéis oligarcas; de tal forma que as manifestações oposicionistas atingem apenas aspectos exteriores e não afetam o poder de comando das oligarquias.
É importante assinalar que, o sistema político atual favorece o predomínio dessas oligarquias. A legislação eleitoral é um recepiciente favorável para que essas diferenças prevaleçam, e quando alguém ligado politicamente ou afetivamente ao coronel político comete alguma ilegalidade é difícil investigá-lo e muito mais ainda efetuar a sua punição nos termos da lei, pois eles pressionam as pessoas, intimidam testemunhas, desqualificam depoentes e o pior de tudo é que persegue implacavelmente seus opositores com a mesma truculência da época da ditadura militar, o que faz muitos da oposição encolher e ficar intimidados pela reação violenta, e o mais grave é que a sociedade sabe de tudo e fica omissa, aceita tudo passivamente.
Neste processo são feitas concessões aparentes naturais do jogo político, aproveita-se a pobreza e a ignorância do povo que é indispensável para preservar o comando político, e os coronéis querem perpetuar no poder, por isso a transferência do mesmo é feita aos seus descendentes diretos, como na monarquia absolutista imperial. Apesar dos métodos sofisticados de domínio, existe o fato inegável de que em grande número dos Estados, podemos assim dizer, que os dirigentes locais dos partidos são os coronéis, e o que resta ao povo é a pratica das formalidades da lei e aceitar o jogo pesado do poder. Além do que, a presença das oligarquias comandada por um coronel político com poderes quase absolutos e que, freqüentemente abusam desses poderes para favorecer a si próprio, seus familiares e seus comparsas parasitas do poder. A única interferência do povo no governo é quando votam, mas quase sempre a opção de escolha é entre membros dos oligarcas locais em disputa pelo comando do governo, raramente surge alternativa que emana do meio das forças populares, e quando surge a estrutura é insuficiente para romper a hegemonia das oligarquias.
Mas temos que entender como funciona a cabeça do coronel político do interior do Brasil, ele é uma figura presente na política tradicional e cientificamente é considerado um psicopata social extremamente rancoroso e vingativo, do tipo ex-Deputado Federal do Acre Hildebrando Pascoal, que mandava serrar vivo ao meio seus desafetos políticos e pessoais com moto-serra, o coronel político não admite ser contestado ou contrariado, acha que é dono da vida e do destino das pessoas da comunidade, quem se opõem a ele é considerado seu inimigo de morte e não apenas seu adversário político. E o pior é que seus comandados são arrogantes, prepotentes e autoritários, adotam o mesmo estilo, circulam pela cidade de carrões e óculos escuros, se sentem acima do poder e das leis, contam sempre com a certeza da impunidade e da força da influencia política para cometer seus desatinos... Nascem os novos coroneizinhos.
Antigamente os métodos de perseguição eram outros, hoje são mais sofisticados, quase ninguém percebe. Se o opositor é dono de jornal ou algum programa de radio, os anunciantes são pressionados a retirar anúncios e os colaboradores são assediados com proposta financeira, se o opositor é comerciante ou profissional liberal seus caminhos são dificultados ao extremo. Aos inimigos os rigores da lei, e aos amigos a brecha e as benesses da lei, é assim que pensa o coronel político, sua cabeça não comporta o debate democrático, não conhece a ética, joga sempre rasteiro e tem sempre ao seu lado indivíduos prontos pra agir, fazer qualquer coisa pra agradar o patrão e quando surge alguma "atividade" não hesitam um instante em executá-la, ou seja, se ficar o bicho come, se correr o bicho pega, não resta alternativa é ficar e enfrentar a fera.
É essa a leitura que temos. E estou plenamente convencido de que o absolutismo das oligarquias regionais pelo interior brasileiro emperra e muito o progresso de nossa nação, principalmente a alta estima e a elevação intelectual de nosso povo. E esta relação ainda predominante é o que existe de mais reacionário e atrasado nas relações políticas e sociais do mundo moderno. O ponto negativo e grave nisso tudo é que constatamos que um governo nas mãos de um só, sem alternância no poder é o começo da tirania.
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