Internauta coloca Islândia à venda no eBay por menos de R$ 4
da France Presse, em Londres
A Islândia foi colocada à venda nesta semana no site de leilões eBay a um preço inicial de quase R$ 4 por um internauta que vive no Reino Unido. A Islândia tem sido fortemente abalada pela crise mundial --a Bolsa de Reykjavík, no país, teve de suspender suas cotações até a próxima segunda-feira (13).
Anunciada como "uma oportunidade única para adquirir um país da Europa do norte", a oferta foi postada na terça-feira e já recebeu quase 90 lances até a tarde desta sexta. O lance mais alto é de 12,6 milhões de euros (aproximadamente R$ 39 milhões).
"Situada em pleno Atlântico Norte, a Islândia oferecerá ao felizardo comprador um ambiente habitável, cavalos islandeses e uma situação financeira relativamente desordenada", diz o anúncio. "Groenlândia e Bjork não estão incluídos neste lote", adverte o autor da oferta.
Crise
Ontem, o governo islandês anunciou a nacionalização da maior instituição de crédito do país, o banco Kaupthing, na terceira medida do gênero em três dias. Na terça (7) e na quarta-feira (8) o país tomou o controle do segundo e do terceiro maiores bancos, respectivamente, Landsbanki e Glitnir.
A medida tem como objetivo evitar o colapso do país, informou a FME (Autoridade Supervisora Financeira Islandesa). O governo ditou no começo da semana um decreto no que se atribui a capacidade de nacionalizar os institutos bancários privados para evitar o colapso financeiro do país e a falência da Islândia, na prática.
O presidente da direção do Kaupthing, Sigurdur Einarsson, afirmou que a situação financeira do banco era boa há duas semanas, mas que os problemas de sua filial britânica tinham levado à situação atual.
O governo britânico congelou todos os ativos do banco islandês Landsbanki no Reino Unido, depois de ele ter sido nacionalizado. O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, já tinha anunciado recentemente que tomaria "medidas legais contra as autoridades islandesas para recuperar o dinheiro perdido" pelos britânicos que depositaram suas economias em filiais de bancos islandeses no Reino Unido.
O chefe de governo islandês, Geir Haarde, criticou o Reino Unido por recorrer a "medidas antiterroristas" para congelar os ativos.

