Rede social aposta em internauta com renda média de US$ 100 mil por ano
FELIPE MAIA
da Folha Online
Para uma rede de relacionamentos, o site LinkedIn abriga um público bastante incomum. Seus usuários têm em média 41 anos e renda de US$ 100 mil (R$ 217 mil) --entre os 29 milhões de cadastrados, 64% são homens. É nesse público "selecionado" que a rede aposta para atrair faturamento.
Ao contrário de outros sites de relacionamento, usados para se conectar com amigos, o LinkedIn serve basicamente para fazer contatos profissionais, conhecer clientes e arranjar ou oferecer emprego.
| Reprodução |
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| Fundado em 2003, LinkedIn tem 29 milhões de usuários com idade média de 41 anos |
No lugar de gostos pessoais, o perfil deve ser preenchido com habilidades, qualificações e cargos já ocupados. "Não vamos pedir que as pessoas listem seus filmes favoritos", diz Florencia Pettigrew, diretora de marketing internacional do LinkedIn.
Barreiras
O portal tem uma série de restrições para impedir que a plataforma seja usada com outro propósito. Usuários comuns, que não paguem pelo acesso, não podem adicionar outras pessoas ao seu perfil diretamente, a não ser que saibam o e-mail do "alvo". Caso contrário, têm de pedir que um amigo em comum entre eles faça a intermediação.
Como em outras redes, ter uma boa quantidade de "amigos" no site indica boa reputação entre os outros usuários. Entretanto, para evitar qualquer competição, o LinkedIn adota a prática de mostrar no máximo 500 contatos de cada internauta. O que passar disso é omitido.
Mesmo os usuários que pagam pelo serviço --os valores variam entre US$ 19,95 e US$ 200 mensais-- têm um número limitado de convites para mandar. Esse tipo de assinatura é bastante utilizada por "head hunters" (caçadores de talentos), contratados pelas empresas para buscar profissionais para vagas específicas.
"Queremos oferecer um serviço que traga valor profissional, utilidade. É algo para profissionais, não para todo mundo", afirma Pettigrew.
Verba
Além dessas assinaturas, o site fatura com publicidade, cobrança de uma taxa para que empresas ofereçam vagas de emprego e por um serviço de soluções corporativas que companhias usam para procurar talentos específicos. O portal não revela dados financeiros.
Agora, o LinkedIn se prepara para lançar uma versão em português. A idéia é aumentar sua utilização no país com o maior número de usuários na América Latina: dos cerca de 1 milhão de internautas da região, 48% são brasileiros. Não há uma data específica para o lançamento.
"Apesar de vários deles falarem inglês, achamos que ter uma versão em português é importante para permitir o uso de todas as nossas ferramentas com mais clareza. Sentimos uma melhora nesse sentido quando adotamos o espanhol [em julho deste ano]", afirma a executiva.
Antes do português, o LinkedIn deve ganhar versões em "duas línguas européias", que Pettigrew preferiu não revelar.
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