Informática
29/10/2008 - 15h04

Pesquisadores descobrem falhas de segurança no celular do Google

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colaboração para a Folha Online

Um grupo de pesquisadores de segurança dos Estados Unidos descobriu "uma série de falhas" no software Android do G1, o telefone celular do Google, que é comercializado exclusivamente pela operadora de telefonia T-Mobile. A informação é do jornal "The New York Times".

Poucos dias após a entrada no mercado, segundo o "NYT", o ex-agente da NSA (Agência de Segurança Nacional, na sigla em inglês) Charles A. Miller notificou o Google sobre a falha. Para ele, os usuários dos sofisticados smartphones ainda não têm consciência que esses celulares sofrem as mesmas ameaças que os computadores conectados à internet.

O especialista em segurança explicou que a falha poderia ser explorada por um pirata virtual para induzir o usuário do G1 a visitar um site malicioso.

Jacob Silberberg/Reuters
Especialistas americanos encontraram falha de segurança no novo celular do Google
Especialistas americanos encontraram falha de segurança no novo celular do Google

A reportagem afirma que executivos do Google reconheceram a falha, mas afirmaram que os itens de segurança do G1 --que é fabricado pela HTC-- são capazes de limitar os danos que poderiam ser causados por uma invasão, em comparação a computadores e outros celulares. O aparelho do Google teria uma série de softwares que limitam o acesso de um intruso com um único código.

A empresa afirma que está trabalhando para oferecer as correções aos clientes.

Nesta terça-feira (28), o executivo-chefe da operadora Sprint Nextel, Dan Hesse, afirmou que não considera o celular do Google "bom o suficiente" para carregar a marca da sua empresa. A companhia de Dessel é rival da T-Mobile. Mesmo assim, ele não descartou comercializar o aparelho no futuro.

Vendas

A comercialização do G1 nos EUA começou no último dia 23 para concorrer com o iPhone, da Apple. O telefone do Google custa US$ 179 e exige um contrato mínimo de dois anos com a operadora. O sistema operacional Android possui código aberto, o que permite a qualquer um criar novos aplicativos para o aparelho, sem as restrições impostas pela Apple no iPhone.

Segundo os especialistas, o G1 é um modelo promissor quanto às possibilidades oferecidas por seu software, mas não tem um desenho ou uma tela à altura do iPhone.

Com agência Efe

 

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