Informática
31/10/2008 - 08h23

Leilão de espectro de banda larga móvel deve render até R$ 38,5 bi ao Brasil

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colaboração para da Folha Online

Um levantamento divulgado nesta quinta-feira (30) apontou que o país poderá obter benefícios de até R$ 38,5 bilhões com leilão de espectro para banda larga móvel. O estudo, produzido pela Guerreiro Consult, com apoio da Intel, afirma que ainda existe faixa disponível da oferta pública realizada em 2002, além de novos 100MHz na rede 3,5 GHz, compatível com a tecnologia WiMAX, de banda larga sem fio, apontada como uma das sucessoras do Wi-Fi.

Segundo os pesquisadores, a análise considerou os ganhos do governo com o licenciamento da faixa, o valor de mercado do que se estima arrecadar com o espectro 3,5 GHz a ser licitado e os benefícios obtidos diretamente pelos usuários com a maior oferta de banda larga no país.

A consultoria afirma que o valor avaliado desse pacote é de R$ 22 bilhões, mas que pode chegar aos R$ 38,5 bilhões.

Dados da consultoria IDC apontam que o Brasil fechou o primeiro semestre deste ano com 10,04 milhões de conexões em banda larga. O levantamento afirmava que as conexões classificadas como físicas --IP dedicado, ADSL, Cabo Modem, wireless fixo, satélite, entre outras-- chegaram a 8,727 milhões.

Já o número de conexões móveis, que inclui os pacotes vendidos a PCs, mas não leva em conta os telefones 3G, chegaram a 1,314 milhão de assinantes.

"O governo pode obter entre R$ 2,85 bilhões e R$ 3,4 bilhões com a venda do espectro remanescente. Não importa se a tecnologia é WiMax, 3G ou 4G; as operadoras estão criando modelos de negócio competitivos, lucrativos e de baixo custo para serviços de banda larga", afirmou o consultor Renato Guerreiro.

Segundo ele, quando o serviço de banda larga sem fio estiver amplamente difundido no Brasil, estima-se que o WiMax corresponderá a cerca de 10% do total oferecido.

 

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