Informática
05/11/2008 - 11h41

Para cortar custos, Dell estimula funcionários a tirar folga

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da Reuters, em San Francisco

A fabricante de computadores Dell pediu que seus funcionários considerem tirar cinco dias de licença não remunerada, na tentativa de reduzir custos. A empresa está conduzindo um programa para demissão de 8.900 funcionários.

A Dell também está incentivando demissões voluntárias e congelou globalmente as contratações. A companhia planeja reduzir despesas operacionais no quarto trimestre, afirmou Jess Blackburn, porta-voz da companhia. "A intenção é posicionar melhor a Dell para competitividade no longo prazo", disse.

"Estamos pedindo que os funcionários considerem tirar licenças não remuneradas de cinco dias, voluntariamente, como uma forma de reduzir os custos da empresa", afirmou. Os funcionários estão sendo estimulados a tirar esses dias de folga nos próximos três meses.

A Dell, segunda maior fabricante mundial de computadores, depois da HP, vem enfrentando o problema da baixa demanda mundial por computadores pessoais, devido à desaceleração econômica. A empresa anunciou que em agosto já havia realizado 8.500 das 8.900 demissões planejadas.

O mercado de PCs cresceram 15% no terceiro trimestre deste ano, em comparação com o ano passado. As vendas foram alavancadas principalmente pelos mercados de Europa, Oriente Médio, África e América Latina, segundo dados do IDC.

De acordo com a empresa de pesquisa, a crise chegou de fato ao mercado norte-americano. As vendas de PCs nos Estados Unidos cresceram 4,6% no período, em relação ao mesmo trimestre do ano passado. O índice ficou abaixo das expectativas, já que o mercado costuma se beneficiar da volta às aulas no país nessa época do ano, o que acabou não acontecendo.

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Quem lê a FSP, em especial, sempre acredita que o Brasil está a véspera de quebrar, como na época do FHC (PSDB). Mas o país continua crescendo cada vêz mais e distribuindo riqueza.
Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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É aí que mora o perigo! Esses ricos do petróleo, fonte que começa a "secar", não só pelo seu esgotamento em sí, mas pela urgente necessidade de mudança da matriz energética, hoje e sempre, a maior vilã contra a natureza. Esses povos, acostumaram-se a nadar nababescamente no óleo negro, que se transformou em ouro, mais pelos seus marajás das mil e uma noites, pensando que certamente isso duraria eternamente, como os seus reinados. Mas, nada é para sempre e quando começar a ruir, "sai de perto", como diz o refrão popular e esteja a mil e uma noites de distância, porque nem Alá, Maomé ou aiatolá, desatolará.
Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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