Informática
07/11/2008 - 12h09

Especialistas divergem sobre bloqueio de sites em telecentros

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da Agência Brasil

O livre acesso a sites nos telecentros é um tema polêmico, sobretudo entre pessoas que atuam na área de tecnologia e educação. Em um debate realizado na quinta-feira (6) em Belém, no Estado do Pará, um especialista alegou que é preciso estar aberto às inovações, enquanto outro explicou que os telecentros não são LAN houses.

Para o diretor do Ipsos (Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos), Carlos Seabra, embora o acesso em cybercafés e LAN house seja mais livre, nesses locais o conhecimento não é repassado.

"O fato de dar um lápis e um papel para um analfabeto não significa que ele vá aprender a ler e a escrever. E é esse papel que os telecentros têm", disse.

No entanto, Seabra criticou a proibição do acesso à rede de relacionamentos Orkut e a programas de bate-papo como o MSN nos telecentros. Além disso, ele argumentou que esses locais precisam ficar atentos para a importância do uso do celular integrado à internet, e devem oferecer mecanismos para ampliar essa possibilidade, como os cabos necessários para descarregar no computador as fotografias tiradas com o celular.

A coordenadora do programa BH Digital, da prefeitura de Belo Horizonte, Silvana Veloso, considera a internet como o quinto poder na sociedade. Ela discorda do uso de telecentro sem alguns limites.

"Nós não podemos instalar um telecentro e deixar o uso livre como uma LAN house, temos que oferecer e sistematizar conteúdos para a comunidade", afirmou.

 

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