Informática
12/11/2008 - 09h42

Ativistas virtuais pedem que Obama mantenha uso da internet no governo

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da Reuters, em Los Angeles
da Folha Online

Depois de montar uma "brigada virtual" para apoiar a candidatura de Barack Obama, jovens ativistas exigem que a internet passe a ser parte importante do novo governo dos Estados Unidos. Analistas afirmam que as ações de Obama podem sinalizar uma nova era no relacionamento dos cidadãos com governos.

Reportagem publicada nesta semana no site do jornal "The Washington Post" informa que assessores e aliados do presidente eleito estão preparando uma expansão do sistema de comunicação da Casa Branca. O objetivo é permitir que o democrata mantenha contato com seus apoiadores, mobilizados ao longo dos 21 meses de campanha.

Reprodução
Obama terá que conviver com expectativas de internautas sobre uso da internet no governo; idéia é criar novo canal de comunicação com o governo
Obama terá que conviver com expectativas de internautas sobre uso da internet no governo; idéia é criar novo canal de comunicação

Assim como o ex-presidente John Kennedy, que reforçou o uso da televisão como instrumento para levar sua mensagem ao público, Obama quer continuar a usar a internet para se manter próximo à população.

A estratégia prevê a manutenção de uma base de dados com endereços de e-mail de 10 milhões de pessoas.

Pessoas ligadas à área de tecnologia há meses especulam sobre o que Obama iria fazer com a lista de e-mails, afirma Peter Daou, que supervisionou as operações de internet na campanha de Hillary Clinton ao Senado.

"A partir do momento em que você tem pessoas conectadas por meio de uma rede, você não pode desconectá-las. Pessoas em todo o país formaram grupos para apoiar Obama", diz.

Obama é o primeiro presidente eleito no país a ter uma página no MySpace. Ao mesmo tempo, o novo site de Obama --http://www.change.gov -- que dá informações sobre a transição do governo, disponibiliza um blog e um formulário de sugestões. O projeto sinaliza o tipo de interação direta com a população que a administração de Obama pretende estabelecer.

Atualização

Mas ele também terá de lidar com as expectativas de seus seguidores, que durante a campanha se acostumaram com atualizações regulares em vídeo e texto e transformaram sites como YouTube, MySpace e Facebook em "comitês virtuais" do obamismo.

"Isso não pára aqui. Eles vão esperar um governo que opere sob regras diferentes", afirma Michael Wood, vice-presidente da TRU, empresa que monitora o uso da Internet pelos jovens. "Eles vão querer uma janela para o mundo sobre o que estiver acontecendo aqui. Isso é muito diferente de tudo o que já vimos."

O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, também tinha ferramentas na web, mas especialistas dizem que Obama soube aproveitar melhor a internet. A página do democrata no Facebook, por exemplo, é a mais popular do site --tem 2,5 milhões de apoiadores virtuais. Ali, o presidente eleito revelou seus filmes favoritos e deu notícias sobre a campanha.

No YouTube também há 1.800 vídeos postados por seguidores de Obama. McCain teve 350.

Popularidade

Alguns desses vídeos do YouTube lançaram ao estrelato a modelo Amber Lee Ettinger, 26 anos, mais conhecida como "Obama Girl", por causa das suas paródias sobre o então candidato, que já foram vistos mais de 70 milhões de vezes. Ela agora espera um convite para a posse e promete para breve novos vídeos da personagem Obama Girl com o seu grupo Barely Political.

"Definitivamente acho que temos mais quatro anos de bom material para usar. Sei que podemos apresentar nossa versão cômica de qualquer coisa que acontecer com ele", afirma Ettinger.

O Barely Political virou febre durante a campanha por fazer vídeos rápidos e baratos que eram divulgados no MySpace e vistos no YouTube. "Torcemos para que ele continue a usar sua página na Casa Branca e que crie um diálogo contínuo com estes milhões de norte-americanos que estão envolvidos no MySpace", diz Lee Brenner, diretor político do site.

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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